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por Carla Hilário Quevedo, em 28.02.10

Cada vez mais penso que este filme do Tim Burton deve ser cá uma banhada...

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publicado às 18:10

Sem diálogo

por Carla Hilário Quevedo, em 28.02.10

"So she sat on, with closed eyes, and half believed herself in Wonderland, though she knew she had but to open them again, and all would change to dull reality--the grass would be only rustling in the wind, and the pool rippling to the waving of the reeds--the rattling teacups would change to tinkling sheep-bells, and the Queen's shrill cries to the voice of the shepherd boy--and the sneeze of the baby, the shriek of the Gryphon, and all the other queer noises, would change (she knew) to the confused clamour of the busy farm-yard--while the lowing of the cattle in the distance would take the place of the Mock Turtle's heavy sobs.

 

Lastly, she pictured to herself how this same little sister of hers would, in the after-time, be herself a grown woman; and how she would keep, through all her riper years, the simple and loving heart of her childhood: and how she would gather about her other little children, and make their eyes bright and eager with many a strange tale, perhaps even with the dream of Wonderland of long ago: and how she would feel with all their simple sorrows, and find a pleasure in all their simple joys, remembering her own child-life, and the happy summer days."

 

A parte final de Alice's Adventures in Wonderland, de Lewis Carroll.

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publicado às 18:03

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 28.02.10

Marilyn Monroe (com Tom Ewell no momento alto da sua carreira)

 

... com um otoverme a zumbir na cabeça: take it, take it, baby, baby, love me, love me. Apesar da minha veia moralista, que lateja, ó se lateja, quando vê certas e determinadas coisas, gostaria de me associar aos bocejos observados aqui e aqui por causa da campanha da Super Bock. Sexismo, gritam por aí. Ó por favor, digo eu. Como é que um roupão semi-aberto pode atentar contra a dignidade das mulheres? Os indignados insistem na ideia falsa, mas talvez útil, de que as mulheres são 'objectos', elas próprias uma espécie de bonecas insufláveis, sem ânimo sexual, e parecem preferir uma sociedade deserotizada. Nem quero pensar nos resultados esquisitóides de tal coisa. Deixem lá as raparigas e os rapazes e as cervejas em paz. Entretanto, vi uma cena encantadora em The Wire. O detective Lester Freamon pede à stripper Shardene, infiltrada no Orlando's, que identifique os gangsters que sabemos ser Stringer Bell, Avon Barksdale e Wee-Bey. A rapariga fica atrapalhada e diz que um deles "era alto", ao mesmo tempo que saca de um par de óculos da mala e explica que é miope. Não pode usar os óculos no bar, e assim não consegue identificar ninguém.

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publicado às 09:04

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 27.02.10

Book Lovers Never Go To Bed Alone Destruição Criativa

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publicado às 16:02

Hoje, mostly

por Carla Hilário Quevedo, em 27.02.10

Pierre Auguste Renoir, Le coup de vent, 1872

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publicado às 15:31

Rádio Blogue: Margot Kässmann

por Carla Hilário Quevedo, em 26.02.10

Margot Kässmann, de 51 anos, era até há poucos dias bispo de Hanôver e presidente do conselho nacional da Igreja Evangélica, que conta com cerca de 25 milhões de fiéis na Alemanha. Tinha 41 anos quando em 1999 foi nomeada, tornando-se o bispo mais jovem no país. Em Outubro do ano passado chegou ao topo da Igreja Evangélica alemã e fez história ao ser a primeira mulher a ocupar o lugar. Tem quatro filhas, é autora de trinta livros e ganhou notoriedade em 2007 por se ter divorciado do marido, que também fazia parte da Igreja. No dia 20 de Fevereiro, Margot Kässmann passou um sinal vermelho e foi parada pela Polícia. Estava embriagada e incapaz de conduzir. Uma análise revelaria que tinha uma quantidade de álcool no sangue três vezes superior à permitida por lei. Enquanto o escândalo fazia correr tinta na imprensa alemã, os membros da Igreja Evangélica alemã reforçavam o seu voto de confiança em Kässmann, lembrando que todos os seres humanos erram, mesmo os que exercem funções religiosas. Quatro dias depois do sucedido, e apesar deste apoio importante, Margot Kässmann decidiu renunciar ao cargo, admitindo estar «chocada por ter cometido um erro tão grave». Apesar de o erro ter apenas resultado numa infracção de trânsito, é certo que Kässmann se tornou um risco para si própria e para os outros no momento em que decidiu sentar-se ao volante naquele estado. Em vez de chamar um táxi, optou por abrir a porta do carro. E aqui reside a sua falha. Num caso idêntico, com um cidadão comum, a questão ficaria resolvida com o pagamento de uma multa e a apreensão da carta de condução. Ora, por que razão há-de ser diferente para o bispo da Igreja Evangélica alemã? Parece, neste caso, haver um entendimento específico do erro por parte da própria Margot Kässmann. Para esta mulher, o que podia ter acontecido por sua responsabilidade é mais devastador que a realidade de só ter passado um sinal vermelho. Um erro deste tipo, cometido por figuras com responsabilidades na comunidade, deve levar à renúncia voluntária ou é uma auto-punição exagerada?

 

Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do  21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 4 de Março, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 5, às 10h35. 

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publicado às 16:39

(Só mais um)

por Carla Hilário Quevedo, em 26.02.10

Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.

Não; não sei ter pressa.

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega —

Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não aonde penso.

Só me posso sentar aonde estou.

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,

E vivemos vadios da nossa realidade.

E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.

 

Alberto Caeiro

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publicado às 16:29

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.02.10

 

Brigitte Bardot

 

... às vezes é preciso voltar ao sítio onde já fomos felizes. Nem que seja para de repente compreendermos que a mais ou menos misteriosa voz média em grego antigo é parecida com um modo verbal em hebraico que exprime a intensidade da acção. Por exemplo, ergazomai significa trabalhar com empenho. Em hebraico, é mais complexo, também mais rudimentar, mas parece haver nesta voz média grega uma preocupação semelhante em fundir o modo como se faz ao que se faz. E depois o prazer de voltar a ouvir que ágathos é bom, mas que áriston é o melhor.

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publicado às 09:36

(É muito diferente)

por Carla Hilário Quevedo, em 25.02.10

Agora que sinto amor

Tenho interesse no que cheira.

Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.

Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.

Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.

São coisas que se sabem por fora.

Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.

Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.

Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.

 

Alberto Caeiro

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publicado às 18:09

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 25.02.10

Anita Ekberg

 

... the horror! Pobre Tut, indeed. A tecnologia nas mãos erradas dá nisto. A fotografia fez-me lembrar a Comissão de Ética, Sociedade e Cultura.  Acredito nas suas boas intenções, apesar do nome pomposo, mas o resultado tem sido grotesco. E é o resultado que conta. Dou por mim a ter saudades de um tempo em que não fazíamos ideia do que os senhores deputados "iam para lá fazer". E de uma época em que se dizia que os deputados "iam para lá dormir". Graças à tecnologia avançada temos o canal do Parlamento. Quaisquer dúvidas a respeito dos representantes da nação - e estes não são escolhidos por nós - ficam eliminadas após cinco minutos de ArTV. Outra coisa. Sou a única pessoa no país e arredores a achar que há qualquer coisa profundamente errada na reconstrução rápida da Madeira, não sou? Não falo do espírito de entreajuda dos madeirenses, mas na pressa em "pôr tudo bonitinho" - expressão medonha de Alberto João Jardim - depois do horror das enxurradas na Madeira. Com corpos por enterrar, este é um exemplo da típica estupidez moderna. Com medo do luto, sem tempo para chorar os mortos, sem capacidade para sofrer, sempre com esta necessidade imoral de andar demasiado depressa para a frente.

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publicado às 08:57

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