Sábado, 31 de Julho de 2010
Ah ta-tá!

Jane Goodall com Uruhara em 2000, fotografados por Michael Neugebauer, daqui.


publicado por Charlotte às 19:32 | partilhar

Fake is the new real

Ready to Wear Chanel por Karl Lagerfeld, Outono-Inverno 2010-11



publicado por Charlotte às 19:11 | partilhar

Caprichos

Blue Velvet Shoes Brat & Suzie Electric Gipsy



publicado por Charlotte às 18:58 | partilhar

Blockbomba

Up in the Air (muito bom). The Cry of the Owl (volta Patricia Highsmith, estás perdoada).



publicado por Charlotte às 18:53 | partilhar

Eu hoje acordei assim...

Daisy Lowe

 

... e esta brisa matinal? É uma surpresa meteorológica bem-vinda, mesmo para os animais de sangue frio, que começavam a armazenar demasiado calor. Muito poucos excessos são bons, apesar de alguns terem o seu interesse. Há gente que prefere cães e gatos a pessoas; um gosto que me parece um bocado freak, mas que aceito. Lembremos Schopenhauer e o seu cãozinho, por exemplo. Há imensos misantropos que só apreciam a companhia dos não humanos, e cada um terá os seus motivos. Por mim, brinco melhor com os que gostam de cães, gatos, pombos, homens, mulheres, velhos, crianças, flores, cactos, e mais e mais. É comum encontrar pessoas que gostam de pessoas e também de outro tipo de bichos. É uma multidão que sabe, enfim, que fazemos todos parte do maravilhoso reino animal. Mas é sem dúvida curiosa coincidência tantos tiranos célebres apreciarem os seus animais de estimação. O problema é quererem acabar com a espécie humana. Saddam Hussein e Adolf Hitler gostavam muito dos seus cães. É irresistível pensar que era gente que gostava de mandar; e mandar em pessoas é difícil. A menos que se tenha uma arma na mão. Já várias vezes reconheci vestígios desta característica em gente que dizia adorar gatinhos e afins, mas que maltratava toda a gente e não era capaz de se relacionar com ninguém. O desapontamento em relação aos outros era constante. Tinham expectativas malucas e imensas desilusões. O problema estava sempre nos outros, infelizmente diferentes dos seus animais de estimação, que estavam sempre à mão, e com os quais era tão fácil lidar. Se isto é gostar seja do que for, vou ali e já venho. 



publicado por Charlotte às 09:16 | partilhar

Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Lines Written In Early Spring, William Wordsworth

I heard a thousand blended notes,

While in a grove I sate reclined,

In that sweet mood when pleasant thoughts

Bring sad thoughts to the mind.

To her fair works did Nature link

The human soul that through me ran;

And much it grieved my heart to think
What man has made of man.


Through primrose tufts, in that green bower,

The periwinkle trailed its wreaths;

And 'tis my faith that every flower

Enjoys the air it breathes.

The birds around me hopped and played,

Their thoughts I cannot measure:

But the least motion which they made

It seemed a thrill of pleasure.

The budding twigs spread out their fan,

To catch the breezy air;

And I must think, do all I can,

That there was pleasure there.

 

If this belief from heaven be sent,

If such be Nature's holy plan,

Have I not reason to lament

What man has made of man?



publicado por Charlotte às 08:50 | partilhar

Eu hoje acordei assim...

Daisy Lowe

 

... salvo erro, são os animais de sangue frio que suportam as temperaturas altas e precisam do calor para se aquecer. Crocodilos, cobras, lagartos e toda a espécie de reptilada antipática e difícil de amar vivem muito bem no ambiente ameno dos quarenta e um graus. Enquanto os outros bichos arfam e suam para se libertar do excesso de calor, estes gozam as altas temperaturas; estão nas suas sete-quintas. Os animais de sangue quente, por seu lado, não precisam do calor, por isso sofrem muito nestes dias. É o caso do gato persa, que deixou de ser visto nos sítios habituais. Talvez esteja dentro do frigorífico. E por falar em mamíferos, mil vivas à Catalunha! Mil vezes bravo! 



publicado por Charlotte às 08:42 | partilhar

Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Continuando

Keith Arnatt, Notes From My Wife, 1990-94



publicado por Charlotte às 15:59 | partilhar

«Tens de ouvir esta!»

- Quizá hayan sido ellos, Borges, quienes lo llevaron a la concepción de esa frase: 'La realidad es siempre anacrónica'.

- De quién es esa frase?

- Suya... (rie).

- Yo creo que usted acaba de regalármela.

- No, no.

- Estoy de acuerdo con ella, pero estoy tan de acuerdo, que me parece ajena, no? Yo generalmente estoy de acuerdo con lo que leo, y no con lo que se me ocurre a mí.

 

Jorge Luis Borges, Osvaldo Ferrari, Diálogos, Seix Barral, Barcelona, 1992, pp. 220-1.



publicado por Charlotte às 15:57 | partilhar

Blhec

O procedimento cirúrgico anunciado no primeiro episódio da última temporada de Nip/Tuck, uma série falhada e muito decepcionante, foi a vaginoplastia. Estávamos à espera do último grito na correcção ou modificação estética, mas a ficção não foi capaz de ultrapassar a realidade comum em muitos países. O último grito em cirurgia estética não é a vaginoplastia: é o vampire facelift. O nome leva qualquer pessoa a pensar na moda dos vampiros que assolou o planeta e nada disto será por acaso. A CBS e a Salon anunciaram o procedimento como estando relacionado com a loucura vampírica que se faz sentir há quase dois anos. Mas a operação tem pouco ou nada que ver com os filmes. Fazer um lifting vampiresco consiste em injectar o próprio sangue devidamente tratado nas rugas e fazer um tratamento semelhante ao que se faz com o botox. Como os tecidos sanguíneos utilizados são do próprio paciente, os riscos de alergia habitualmente sofridos com o colagénio são muito menores. Ainda são poucos os adeptos desta modalidade radical de preenchimento de rugas. Esperemos sem perturbações inúteis que o filme Frankenstein nunca mais volte a estar na moda.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-7-10



publicado por Charlotte às 15:53 | partilhar

This ain't no cartoon, no one slips on bananas

Do you really think that that car killed Diana?
Hell, I shot Ronald Regan, I shot JFK
I slept with Marilyn, she sung me Happy Birthday



publicado por Charlotte às 15:51 | partilhar

Domingo, 25 de Julho de 2010
Eu hoje acordei assim...

Anna Karina (bem acompanhada)

 

... temos andado - o animal divino, o vosso animal humano e o célebre animal não humano - todos à procura de uma referência de Borges numa entrevista à confusão que se fazia com o seu nome. Tudo por causa do que contou Pacheco Pereira a propósito de uma gaffe gabriélica. Embora seja este o fim desta busca, a própria demanda tem sido motivo de grandes alegrias. Temos passado os dias entre inúmeros «tens de ouvir esta!». As entrevistas - são seis livros - são a beleza que imaginam e mais ainda, e cada frase de Borges merece atenção, reflexão e sorrisos. Por exemplo, no capítulo em que fala de escritores russos, na obra Diálogos, com Osvaldo Ferrari, diz que «hay una frase terrible de...», logo seguida do nome do autor: Hegel e Kierkegaard são os dois casos. Só um espírito sensível e sofisticado sabe que está perante uma frase terrível. Não há o mais leve tom de indignação nas palavras de Borges. É realmente outra coisa. E assim a família continua à procura da tal referência a José Luis Borges. Entretanto, vejo que o estimado Jansenista não terá gostado muito da minha crítica à Associação Animal. As imagens no seu blogue são apenas a realidade conhecida e medonha da tourada, cuja proibição defendo, como sabe. Não sou, no entanto, apreciadora das performances tão caras a este grupo. Na minha opinião, este tipo de manifestação não ajuda a causa, apesar das suas boas intenções. Porque ninguém percebe o que estão a fazer três activistas deitados no chão. A fazer de touros? Os defensores dos direitos dos animais - ou pelo menos, aqueles que defendem a proibição das touradas - levam a sério o que defendem. E fazer teatro independente com uma questão importante é desrespeitar o que defendemos. O estilo pode fazer toda a diferença num debate que não deve, de modo algum, ser sentimentalizado. Having said that, é uma boa associação. 



publicado por Charlotte às 09:46 | partilhar

What moments divine, what raptures serene. Cole Porter (Beguin the Beguine)
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