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Edie Falco, Modern Family, Top Chef...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.08.10
... e Toni Valentino Colette, Sofia Carolina Herrera Vergara e Claire Armani Privé Danes, nos Emmy.

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publicado às 18:42

Novas posições

por Carla Hilário Quevedo, em 31.08.10

Não se fala o suficiente sobre a depressão online. Talvez por ser difícil determinar se a pessoa ficou deprimida desde que abriu uma conta no Facebook ou se já estava deprimida quando escolheu viver numa rede social. Há, no entanto, outras novas doenças mais fáceis de caracterizar. O simples movimento de clicar milhões de vezes por dia no rato pode resultar em inflamações. A tendinite é um dos males mais vulgares nos que usam e abusam do computador. Problemas de costas e vista cansada são outras maleitas habituais nos que vivem colados à cadeira, ao teclado e ao ecrã. Este cenário de decrepitude física é uma das ironias trágicas deste modo de vida moderno, que consiste em agir o mais depressa possível, quase sem se mexer. Detectei no outro dia uma novíssima doença em utilizadores do BlackBerry e iPhone: a síndrome da cabeça baixa. O utilizador típico destes aparelhos sofisticados anda mais curvado, tem dores cervicais que nunca «têm nada a ver com o telefone» e tende para uma espécie de isolamento galhofeiro. A melhor observação que os amigos lhe podem fazer é: «Andas muito cabisbaixo. Estás triste?». Só para poder responder: «Não. Tenho um iPhone».

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 27-8-10

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publicado às 18:35

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.10

Mabel Hewit, Sun Bathing, 1937. À procura de um Matisse, descobri o site espantoso do museu de arte de Cleveland. Porque é que em Portugal não se consegue fazer quase nada de qualidade comparável? 

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publicado às 19:59

Coisas que melhoram algumas vidas (128)

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.10

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publicado às 19:55

A propósito

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.10

"Those who joke in appropriate ways are called witty, or, in other words, agile-witted. For these sorts of jokes seem to be movements of someone's character, and characters are judged, as bodies are, by their movements."

 

Aristotle, Nicomachean Ethics, translated by Terence Irwin, 1128a10-12, Hackett, 1999, p. 65.

 

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publicado às 19:47

Superfluous Advice

por Carla Hilário Quevedo, em 26.08.10

by Dorothy Parker*

 

Should they whisper false of you,

Never trouble to deny;

Should the words they say be true,

Weep and storm and swear they lie.

 

* , cujo dia de aniversário foi celebrado no Tradução.

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publicado às 11:25

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.08.10

Ava Gardner

 

... caro Helder, tem razão. É curiosa, aliás, a escolha de tradução aqui para bravery e não a habitual courage, passo o parêntesis. Daí o ridículo da resposta de Lobo Antunes às ameaças boçais de bofetadas: «Não tenho medo do confronto físico». Aos quase setenta anos, se não tem, devia ter. O medo faz parte da pessoa corajosa. Que enfrenta, precisamente, o que teme. Li, entretanto, a declaração que estará no centro da polémica. A proposta abre um debate interessante: o que é uma guerra com limites, etc. Mas Lobo Antunes achará que não tem nada a explicar, o que mina a sua actividade de intelectual e escritor. Quanto ao arrependimento, nunca o respeitei muito, não.

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publicado às 11:02

Eu sabia que isto estava escrito em qualquer sítio

por Carla Hilário Quevedo, em 25.08.10

"The brave person is unperturbed, as far as a human being can be."

 

Aristotle, Nicomachean Ethics, translated by Terence Irwin, 1115a12, Hackett, 1999, p. 41.

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publicado às 20:14

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 25.08.10

Ava Gardner

 

... não faço ideia do que terá escrito Lobo Antunes que desagradou tanto aos militares. Mas para o caso, é irrelevante. O que me parece mal é estar a ser criada uma confusão perigosa entre coragem e cobardia. O artigo de ontem de Ferreira Fernandes contribui para esta confusão. Não valeu a pena tanta indignação e a asneira sonante no titulo. Até porque a lista apresentada por FF vale para os dois lados: se quisessem chegar a roupa ao pêlo ao controverso septuagenário - gentlemen, please! - tinham tido muitas oportunidades para o fazer. Hoje Ferreira Fernandes volta a escrever sobre o tema, desta vez dando um puxão de orelhas a quem surpreendentemente não concorda com ele. Factos? Uma pessoa é corajosa porque até sai de casa? É este o argumento? Como Lobo Antunes não fugiu (do país, suponho), casou e foi ao supermercado, é corajoso? Lembro que uma pessoa corajosa diz o que pensa e defende as suas ideias. Um bom momento para apresentar os motivos por que acredita no que escreveu é num debate. Quando é convidado a apresentar as suas ideias polémicas numa conversa pública, comparece; mesmo que seja desagradável ou naquele dia não esteja para aí virado. Não ir é fraco. Mas parece que hoje em dia esta ausência é correcta. Não é. Em parte nenhuma do mundo. E não, ninguém está realmente a falar de bofetadas.

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publicado às 08:02

Achas que sabes dançar?

por Carla Hilário Quevedo, em 24.08.10

A artista australiana judia Jane Korman filmou o seu pai, de 89 anos, e os seus três filhos a dançar na entrada lúgubre de Auschwitz, em Dachau, e em Lodz, ao som de uma versão de I Will Survive, inicialmente cantado por Gloria Gaynor. O pai, Adolk Korman, sobrevivente do nazismo, festeja a sua sobrevivência numa coreografia divertida com os netos. Jane Korman contou ao Há’aretz que a ideia surgiu quando se apercebeu do ódio a Israel e aos judeus na Austrália. Numa viagem à Polónia, decidiu enfrentar o passado de uma maneira diferente. Contou, para isso, com o apoio do pai, embora não da mãe, também ela sobrevivente de Auschwitz, que não quis acompanhar a família na viagem. Os Korman foram acusados de desrespeitar as vítimas do nazismo e os sobreviventes dos campos de concentração. Mas o vídeo não dá assim tanta vontade de rir. Acima de tudo, comove quem vê. A escolha de Adolk não apagou o seu passado de vítima – um rótulo que ninguém faz por ter – mas o riso melhorou o seu presente. Adolk desrespeitou um passado de terror. Cuspiu no que é abjecto e vingou-se à sua maneira. Fez muito bem. Só o tema musical me pareceu ligeiramente gay.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-8-10

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publicado às 19:03

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