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À especial atenção do maradona

por Carla Hilário Quevedo, em 29.09.10

"When Russell told him he [Wittgenstein] ought not simply to state what he thought, but should also provide arguments for it, he replied that arguments would spoil its beauty. He would feel as if he were dirtying a flower with muddy hands."

 

Ray Monk, Ludwig Wittgenstein: The Duty of Genius, Vintage: London, 1991, p. 54.

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publicado às 16:45

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.09.10

Monica Bellucci 

 

... e andou tanto de um lado para o outro que Russell achou melhor chamar um médico, não estaria Wittgenstein à beira de uma depressão com tendências suicidas. O médico lá foi vê-lo, e declarou com a sabedoria medicinal: «É tudo nervos». Mas quem estaria afectado por uma doença que lhe ensombrava o espírito era Russell, apaixonado pela crente fervorosa, Lady Ottoline Morrell (Otolina, Leopoldina.... ora, Lina e Dina). Queria tanto estar com ela que estava disposto a ser outra pessoa; passar a acreditar no que não acreditava, por causa daquela paixão. Foi neste estado sublime que Russell conheceu Ludwig Wittgenstein. Durante meses escreveu a Ottoline a dizer que tinha lá um alemão que estudara em Manchester, e não percebia bem se era estúpido, mas tinha a certeza de que era um chato. Até que percebeu, a partir de uma ocasião informal, que estava na presença do génio. Quando Russell, doente de amor por Ottoline, lho disse, salvou a vida de Wittgenstein. Mais tarde, W.  confessaria a David Pinsent (um completo Bertie Wooster) que fora Russell quem o salvara de nove anos de profunda solidão. Como observa Ray Monk, com justiça e brilhantismo em vários momentos da biografia (e agora na página 55), por outras palavras, talvez Russell não tivesse acarinhado W. se estivesse todo muito certinho e concentrado no seu trabalho.   

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publicado às 08:47

Neuro-artigo

por Carla Hilário Quevedo, em 28.09.10

No maravilhoso Big Questions Online, li um texto de Roger Scruton, intitulado Against Neurotrash, sobre a singularidade do ser humano. O autor começa por afirmar que existe o terreno da ciência e outro da religião. Ambos diferem e está muito bem que assim seja. Sempre que a ciência contradiz a religião, esta deve simplesmente ceder porque o terreno conquistado já não lhe pertence. Por outro lado, haverá sempre um espaço do qual a ciência nunca será capaz de se apropriar. A propósito, Roger Scruton denuncia certas novas ciências que têm como objectivo principal a reclamação desse espaço. São ciências que se explicam a si próprias. Do saco fazem parte a sociobiologia, a psicologia evolutiva e as neuro-qualquer-coisa: a neuro-ética, a neuro-estética, a neurojurisprudência, etc. Nenhuma responde à pergunta importante. Haver moléculas produzidas pelo nosso cérebro quando estamos apaixonados não justifica o facto de nos termos apaixonado por aquela pessoa e não por outra. A beleza estimular o fabrico de serotonina na fenda sináptica não explica a alegria produzida. Os sorrisos e os beijos jamais serão decifrados. Ser eu e não outra não tem explicação.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-9-10

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publicado às 18:20

The moment I wake up

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.10

Before I put on my makeup

I say a little prayer for you

While combing my hair, now

And wondering what dress to wear, now

I say a little prayer for you

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publicado às 10:57

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.10
Peter Murphy, Aretha Sweet Lady Soul, sem data

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publicado às 10:52

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.10

The Blind Side (uma bela história). Shrink (estava tudo a correr bem até ao momento em que nos pediram para acreditar que Jemma encontrava por acaso no meio da rua o guião que o amigo escrevera sobre a vida dela).

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publicado às 10:13

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.10

Jane Fonda

 

... Leopoldine Wittgenstein, ou 'Poldy', amava mais que tudo na vida o marido e a música. Quase todos os filhos (oito) eram muitíssimo dotados artisticamente, à excepção de Margarethe - a mais intelectual da família e a menos musical - e do próprio Ludwig. Um dia Margarethe tentou fazer um dueto ao piano com a irmã Helene, cuja interpretação era muito apreciada - mais que a de Paul, considerada extravagante pela própria família. Poldy não deixou que Gretl tocasse durante muito tempo. Chocada com a interpretação da filha, berrou-lhe que não tinha a mínima noção do ritmo. Margarethe Wittgenstein foi amiga próxima de Freud e uma das suas primeiras pacientes.  

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publicado às 09:39

Retrato de Walken enquanto jovem

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.10

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publicado às 17:54

Christopher Walken sobre Gene Kelly

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.10

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publicado às 17:52

E o que eu gosto de sapateado, senhores! (22)

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.10

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publicado às 17:50

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