Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Como não sabia desenhar as mãos...

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.10

Edgar Degas, Monsieur et Madame Edouard Manet, 1868-9

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:47

Rádio Blogue: Impressão de Portugal

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.10

As conclusões de um inquérito realizado pela empresa de estudos de mercado Marktest sobre o estado da Nação, ou a imagem que os portugueses têm do seu próprio país, não surpreendem. Das 2400 entrevistas feitas sobre saúde, justiça, segurança, democracia, conflitualidade, economia nacional, corrupção, economia pessoal e familiar, jornalismo, imigração, qualidade de vida, imagem de Portugal, meio ambiente e educação, a nota média foi de 7,2, numa escala de zero a vinte. Os indicadores que receberam a pior classificação foram, sem surpresa, a corrupção, a justiça e a economia nacional. Sobre os aspectos positivos do nosso país parece também não haver nenhuma novidade. A imagem de Portugal, a qualidade de vida e o meio ambiente foram poupados às críticas dos inquiridos. A ideia de Portugal ser um país em que nada funciona mas onde o clima é doce é acarinhada desde sempre pelos cidadãos portugueses. Como se o clima fosse uma justificação para sermos uma nação. Só não se compreende como pode um país com uma justiça muito má ter uma boa imagem. Igualmente difícil de perceber é como pode haver qualidade de vida num estado com uma economia moribunda. Fazer um estudo sobre as impressões dos cidadãos pode não trazer nenhum conhecimento concreto e verdadeiro sobre a nossa realidade, mas tem a vantagem de mostrar estas contradições. Igualmente previsível foi a conclusão de que as mulheres e os mais velhos estão mais pessimistas quanto ao estado do país que os mais jovens. As mulheres, além de serem as primeiras vítimas dos fechos das fábricas e da redução da mão-de-obra nas empresas, têm muitas vezes que arcar com o dia-a-dia de insegurança laboral da família. As reformas não só estão desactualizadas como são muitíssimo desiguais. Mais que uma perspectiva, o pessimismo parece ser uma atitude inevitável. Ainda assim, esperamos todos, inquiridos ou não, que estes tempos de adversidades um dia acabem. O país está assim tão mal? Ou ainda está pior do que imaginamos?

 

Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quarta-feira, dia 22 de Dezembro, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 24, às 10h35.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:31

Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.10

O fabuloso Facebook da Fátima. Ah, ta-tá!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:37

Entretanto, descobri...

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.10

... que no Glee fizeram uma versão da minha canção preferida de todos os tempos. Muito Michael Bublé, de fugir de tão má. Gritada e excessivamente animada, sem humor, blhec. Por outro lado, descobri a letra completa de Lorenz Hart, e na primeira pessoa, which is nice.

 

I've wined and dined on Mulligan stew
And never wished for turkey
As I hitched and hiked and grifted, too,
From Maine to Albuquerque.
Alas, I missed the Beaux Arts Ball,
And what is twice as sad,
I was never at a party
Where they honored Noel Ca'ad.
But social circles spin too fast for me.
My Hobohemia is the place to be.

I get too hungry for dinner at eight
I like the theater but never come late
I never bother with people I hate
That's why the lady is a tramp
I don't like crapgames with Barons and Earls
Won't go to Harlem in ermine and pearls
Won't dish the dirt with the rest of the girls
That's why the lady is a tramp
I like the free fresh wind in my hair
Life without care
I'm broke, it's oke
Hate California is cold and is damp
That's why the lady is a tramp

I go to Coney-the beach is divine.
I go to ball games-the bleachers are fine.
I follow Winchell and read ev'ry line.
That's why the lady is a tramp.
I like a prizefight that isn't a fake.
I love the rowing on Central Park Lake.
I go to opera and stay wide awake.
That's why the lady is a tramp.
I like the green grass under my shoes.
What can I lose?
I'm flat! That's that!
I'm all alone when I lower my lamp.
That's why the lady is a tramp.

Don't know the reason for cocktails at five.
I don't like flying-I'm glad I'm alive.
I crave affection, but not when I drive.
That's why the lady is a tramp.
Folks go to London and leave me behind.
I'll miss the crowning, Queen Mary won't mind.
I don't play Scarlett in Gone With the Wind-
That' s why the lady is a tramp.
I like to hang my hat where I please.
Sail with the breeze.
No dough-heigh-ho!
I love La Guardia and think he's a champ.
That' s why the lady is a tramp.

Girls get massages, they cry and they moan.
Tell Lizzie Arden to leave me alone.
I'm not so hot, but my shape is my own.
That's why the lady is a tramp!
The food at Sardi's is perfect, no doubt.
I wouldn't know what the Ritz is about.
I drop a nickel and coffee comes out.
That's why the lady is a tramp!
I like the sweet, fresh rain in my face.
Diamonds and lace,
No got-so what?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:27

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.10

Christina Hendricks

 

... bem, obrigada. O episódio de Mad Men, The Summer Man, reconciliou-me com a série, da qual não gosto especialmente. Gostei por causa de Don Draper, sim, a natação, o monólogo interior, etc.; mas também por causa do episódio paralelo com Joan, o desenho que pretende ridicularizá-la e a defesa indignada de Peggy. Joan, a badocha mais sólida e perspicaz de que há memória em séries de televisão, não quer saber da defesa de Peggy para nada. Na verdade, despreza-a. Peggy, num momento de ingenuidade bem-intencionada e burra, acha que fez a coisa certa ao intervir, saindo em defesa de outra mulher. Joan lembra-lhe sabiamente de que haverá sempre desenhos daqueles, mas que a partir do momento em que despediu o autor do desenho apontou aos outros a sua (de Joan) fragilidade. O que não se pode evitar contra o que podia ter sido evitado. É a velha história do «quem nos defende dos nossos defensores?». A resposta foi dada por Joan: nós próprios.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:22