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I love Paris in the summer when it sizzles

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

I love Paris in the winter when it drizzles

 

(Prefiro o Frank à Ella. Mas de longe.)

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publicado às 18:49

Quem?

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

O Klout é um medidor de influência nas redes sociais. A liderar a lista das vinte pessoas com mais influência online está o cantor adolescente Justin Bieber. Atrás de Bieber vêm o Dalai Lama, Barack Obama e Lady Gaga. A confusão deste grupo de nomes deve ser suficiente para questionarmos o que se entende por «influência». Talvez não seja mais que «popularidade». A popularidade é mais fácil de medir: temos as audiências, os retweets, os «amigos», os links, os downloads na Internet, a publicidade, as vendas de produtos, etc. A influência é o que sobrevive na ausência da entidade influente. É aquilo que, erradamente ou não, oferece atalhos, descobre problemas ou anuncia soluções, muitas vezes sem sequer darmos por isso. Copiar o penteado horrível de Bieber ou as crianças sonharem em ser ricas e famosas como ele não podem ser indicadores de influência, mas apenas da credulidade, estupidez e preguiça dos seus admiradores. A popularidade não é influente por si só. Mas o que resta dela, o que fica além dela, pode ou não sê-lo. Além do mais, Justin Bieber não é Michael Jackson. Faltam-lhe talento, criatividade e operações plásticas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 7-1-11

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publicado às 18:47

Sherlock 2.0

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

A RTP 2 teve a excelente ideia de comprar uma série da BBC chamada Sherlock. A má notícia é, por enquanto, ter apenas três episódios. Benedict Cumberbatch é o célebre detective Sherlock Holmes e Martin Freeman o seu dedicado amigo, o Dr. John Watson. O arqui-inimigo continua a ser o terrível Moriarty, o irmão de Sherlock é à mesma Mycroft. Holmes e Watson moram em 221b Baker Street, mas desta vez com a Mrs. Hudson como senhoria. Os factos conhecidos são os mesmos, mas as aventuras acontecem nos dias de hoje. Sherlock acalma os nervos com pensos de nicotina e Watson regressou do Afeganistão. O médico não é uma personagem tão pouco esperta como na versão em que brilhava Jeremy Brett. Talvez por isso, a relação entre Watson e Holmes seja mais equilibrada, não havendo o risco de Sherlock parecer menos brilhante. As características do herói são actualizadas nesta versão. Sherlock Holmes ama a verdade, e é ela que o faz literalmente correr. Mas o Holmes de Brett era neurótico na procura da solução dos problemas. O de Cumberbatch é menos atormentado. Como se auto-descreve este Sherlock Holmes, é um «sociopata funcional». Felizmente, a BBC anunciou mais episódios para 2011.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 7-1-11

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publicado às 18:45

A little bit of Píndaro

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

"Learn and become who you are", na segunda Ode Pítica, pelo verso 70.

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publicado às 18:37

Back to Carroll

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

'Who are you? said the Caterpillar.

This was not an encouraging opening for a conversation. Alice replied, rather shyly, 'I— I hardly know, sir, just at present — at least I know who I was when I got up this morning, but I think I must have been changed several times since then.'

'What do you mean by that?' said the Caterpillar sternly. 'Explain yourself!'

'I can’t explain myself , I’m afraid, sir' said Alice, 'because I’m not myself, you see.'

'I don’t see,' said the Caterpillar.

'I'm afraid I can't put it more clearly,' Alice replied very politely, 'for I can’t understand it myself to begin with; and being so many different sizes in a day is very confusing.'

'It isn't,' said the Caterpillar.

'Well, perhaps you haven't found it so yet,' said Alice; 'but when you have to turn into a chrysalis — you will some day, you know — and then after that into a butterfly, I should think you’ll feel it a little queer, won't you?'

'Not a bit,' said the Caterpillar.

'Well, perhaps your feelings may be different,' said Alice; 'all I know is, it would feel very queer to me.'

'You!' said the Caterpillar contemptuously. 'Who are you?'

Which brought them back again to the beginning of the conversation. Alice felt a little irritated at the Caterpillar's making such very short remarks, and she drew herself up and said, very gravely, 'I think, you ought to tell me who you are, first.'

'Why?' said the Caterpillar.

Here was another puzzling question; and as Alice could not think of any good reason, and as the Caterpillar seemed to be in a very unpleasant state of mind, she turned away.

'Come back!' the Caterpillar called after her. 'I’ve something important to say!'

This sounded promising, certainly: Alice turned and came back again.

'Keep your temper,' said the Caterpillar.

'Is that all?' said Alice, swallowing down her anger as well as she could.

'No,' said the Caterpillar.

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publicado às 18:31

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.01.11

Sophia Loren

 

... ontem, na SIC, um psiquiatra apresentou a hipótese ínfima de uma pessoa se passar da cabeça e matar outra, com o cuidado de não deixar a suspeita no caso da criatura de Cantanhede. É muito raro acontecer em pessoas sem um historial clínico. Faltou dizer, no entanto, que o delírio psicótico não desresponsabiliza ninguém de ter um cometido um crime. Tal como um pedófilo não deixa de ser um criminoso por a pedofilia estar descrita no DSM como doença mental. E assim começam as tentativas de explicação do assassínio, as desculpas, a esperança ignorante de terem posto uma coisa qualquer na bebida do rapaz. É uma boa altura para os mais sensíveis não ligarem a televisão. O facto de uma pessoa aparentemente pacata vir a cometer um crime hediondo surpreende os que julgavam conhecer o homicida: os amigos, a família; enfim, Cantanhede. A questão é que a maioria das pessoas passa pela vida sem saber o que é. Alguns ficaram agora a conhecer o rapaz. O próprio ficou a saber que é um assassino. Têm sido uns dias de verdade para muita gente.  

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publicado às 09:03