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por Carla Hilário Quevedo, em 01.02.11

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publicado às 18:26

A abstenção

por Carla Hilário Quevedo, em 01.02.11

Há vários motivos para a abstenção. As condições climatéricas são certamente muito importantes para pessoas de idade e com dificuldades de locomoção. Também há um certo tipo de eleitor que nunca vota nem faz a menor ideia do que significa votar. Nestas presidenciais tivemos ainda a extravagância do caos provocado pelo Cartão de Cidadão, que impediu algumas pessoas de votar, ajudando assim à percentagem elevada de abstencionistas. Mas há também quem se abstenha com a convicção de que esse é o seu melhor comentário ao acto eleitoral. A sua participação consiste em não pôr lá os pés. Não votar é um direito. Nos últimos tempos, e por causa das percentagens elevadas da abstenção, têm aparecido defensores do voto obrigatório. Desta vez foi Manuel Maria Carrilho a defender o voto compulsivo. Ora, em vez de proibir o contribuinte de não votar, sugiro que se extingam as presidenciais. O problema da abstenção não se colocaria numa eleição parlamentar do Presidente da República e os cofres do Estado ganhariam com a mudança. A Grécia e a Argentina têm o sistema de voto obrigatório. São dois países que não fazem ideia do desinteresse do eleitorado pelos políticos.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-1-11

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