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Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

Para o Daniel, por ter mostrado um YouTube do filme de João César Monteiro, onde podemos ouvir Sophia de Mello Breyner dizer o que se segue: "Não faz sentido falar de Isadora Duncan porque ninguém pode entender o tipo de relação que entre ela e a minha mãe desde cedo existiu. Mesmo que entendessem, não têm nada com isso, porque a verdade sobre uma pessoa não é um espectáculo, e o público está aqui para se divertir".

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publicado às 19:01

Só para lembrar que...

por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

...  a Fátima Rolo Duarte, o maradona e eu vamos conversar sobre uma série de temas, e também sobre blogues e redes sociais, no dia 24 de Fevereiro, às 19h, na Almedina do Atrium Saldanha. Apresentações, recomendações de livros, etc. aqui.

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publicado às 18:55

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por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

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publicado às 18:12

Quero o pê no Egipto

por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

A Real Academia Espanhola (RAE) é a instituição que regula a língua castelhana. Há décadas tomou decisões arrepiantes, como a eliminação do pê de «psicologia», e doutros vocábulos da mesma família. Graças a Deus, ultimamente tem estado mais concentrada na validação dos neologismos. A atitude é sensata porque os novos termos nas línguas modernas não só têm origem noutras línguas como vêm de países de língua espanhola que os usam de modo peculiar. O membro mais recente da RAE é uma mulher (a quinta) de 49 anos: a filóloga Inés Fernández Ordóñez. A sua perspectiva da língua castelhana está longe da ideia canónica de o espanhol ser o dialecto do castelhano. Ordóñez defende que o espanhol é o resultado das influências dos dialectos ibéricos, incluindo o catalão e o português, e acredita que a RAE deve ter a função de registar as mudanças adoptadas pelas populações. A mais recente novidade académica consistiu em mudar o nome do ípsilon, que se chamava «i grego», e que agora deve ser tratado por «ye». A filóloga declarou que são apenas recomendações que a RAE deverá rectificar no caso de não serem aceites pelos falantes. Há bons exemplos aqui ao lado.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-2-11



 

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publicado às 18:07

Não me posso enervar

por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

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publicado às 18:05

Que ouvidos são estes?

por Carla Hilário Quevedo, em 22.02.11

O novo single de Lady Gaga, Born This Way, demorou apenas três horas a chegar ao primeiro lugar no iTunes nos Estados Unidos, desde que foi lançado no site da cantora. A rapidez do online acabou de vez com as esperas semanais dos tops de vendas. As reacções também não se fizeram esperar. Segundo percebi, os fãs gostaram. Mas no Twitter, Gaga era acusada de imitar Madonna. Uns falavam da aproximação ao clássico Express Yourself. Outros diziam que o tema soava demasiado ao hino Vogue. Perante a catadupa de acusações, não me restou outra alternativa senão ouvir a canção. Lá fui ao YouTube. Para meu enorme espanto, não encontrei a mais vaga semelhança com nenhum dos temas mencionados. Dei por mim a ouvir até à náusea o novo tema de Lady Gaga e nada de reconhecer nem a mais ténue influência de Miss Ciccone. Mas a canção soava a algo familiar. Após uns minutos de concentração e repetição murmurada do tema de Lady Gaga, percebi que poderia ser uma versão acelerada de Waterfalls, das extintas TLC. O exercício consiste em ouvir tudo e comparar. São os meus ouvidos contra os dos fãs de Gaga. E não lamento nada dizer que confio muito mais nos meus.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-2-11

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publicado às 17:52