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por Carla Hilário Quevedo, em 12.03.11

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publicado às 18:51

Os virginianos não acreditam na Astrologia

por Carla Hilário Quevedo, em 12.03.11

- ¿Y cuando alguien se justifica "es que los Capricornio somos así..."?
- Tengo la suerte de que rara vez me topo con creyentes en la astrología. Supongo que ésta es una de las ventajas de los que nacimos bajo el signo de Virgo.

 

Mario Bunge, filósofo argentino, numa bela entrevista ao El Cultural.

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publicado às 18:39

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 12.03.11

Uma Thurman 

 

... não sei se percebo bem as exigências da geração à rasca, mas admito que o mercado de trabalho está mais fechado agora que antes, sobretudo para os recém-licenciados nos variadíssimos cursos que entretanto brotaram em Portugal na última década. Mas as suas expectativas não estarão um pouco desajustadas? O 'emprego para a vida' já nem na minha geração (a dos rabos à mostra, aqui bem descrita pela Inês) existia, excepto, talvez, para a função pública. A estabilidade não é uma garantia nem um direito: é algo que se conquista à custa de trabalho, produção e esforço. Pensemos, por exemplo, no mal que se trabalha em Portugal. A produtividade é baixa. Como podia ser alta no país que reúne durante três horas e demora quatro a almoçar? Já para não falar do pouco saudável que é misturar o trabalho com o convívio social, uma prática bem portuguesa e bastante detestável. Já não acontece tanto, mas ainda é uma realidade. Os relacionamentos de trabalho devem ser estritamente profissionais, o que não implica frieza nem distância. A delicadeza, a boa educação e a alegria fazem parte do profissionalismo. E não é delicado, nem bem-educado, nem alegre demorar uma pessoa durante horas. Soube no outro dia que o último grito em reuniões é tê-las de pé. Duram dez minutos. Vem do Japão. Em Portugal, só em empresas alemãs. A propósito, trabalhei numa empresa alemã e fui algumas vezes à Alemanha. O horário de trabalho era das oito da manhã às quatro da tarde, com duas pausas de dez minutos e meia-hora para almoço. As reuniões eram breves e ficar no escritório além da hora de saída era mal visto. Significava que o trabalhador não tinha sido capaz de dar conta do recado naquele espaço mais que suficiente de tempo. Alguém me explica como é que em Portugal se trabalha tantas horas e, mesmo assim, temos as dificuldades que temos? E se há falta de pessoal, como se justificam as queixas de quem se manifesta hoje?

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publicado às 08:51