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Vida real (19)

por Carla Hilário Quevedo, em 19.03.11

Hoje a Lua está mesmo muito grande.

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publicado às 20:28

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 19.03.11

David Bromley, Boys With Boats, 2002

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publicado às 10:01

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 19.03.11

Louise Brooks

 

... uma das maiores qualidade do maradona é dizer na cara da pessoa que aquilo que lhe está a contar não lhe serve para nada. As más histórias devem ser apontadas como sendo inúteis, os momentos constrangedores simplesmente apagados, e as histórias fracas devem ser consideradas fracas em voz alta: «Podias ter contado isso melhor» ou «Isso não é assim tão bom como pensas». Quando o maradona diz que a história contada não lhe serve, não acrescenta nada ao mundo, e que, enfim, mais valia termos optado pelo silêncio, os interlocutores são chamados a pensar sobre a sua incompetência. É que o maradona é um editor das conversas em tempo real: uma profissão que poucos podem ter. A outra qualidade tem que ver com a sua persistência em encontrar a melhor explicação para um problema aparentemente insolúvel ou, enfim, bastante misterioso. «Peço desculpa», mas só me lembro de uma palavra em inglês que caracteriza esta qualidade: relentless. Esta impiedade persistente (não é bem isto) é, no entanto, dos ânimos que interessam na vida. A terceira qualidade consiste em não prestar demasiada atenção ao que acabo de escrever. O maradona sabe que falar sobre o próximo é um acto de liberdade, e que quem o pratica deve ser deixado em paz com as suas descrições. Qualquer tentativa de esclarecimento pelo visado é pura manipulação. Como se a personagem se queixasse ao autor de não ter sido compreendida. A terceira qualidade não colide com a primeira. E esta é a quarta qualidade do maradona.

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publicado às 09:48