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Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.11

Sir Edward Coley Burne-Jones, Girl's Head, 1897

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publicado às 19:40

The Rothko Chapel

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.11

Graças a JMM, fiquei a conhecer por internet a Capela Rothko. Só falta apanhar o avião e ir lá ver. 

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publicado às 19:32

Diferenças fundamentais

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.11

É a partir do acontecimento presente, ou do que mais nos impressiona, que reconstruímos o que nos conduziu àquele momento. Mas há, quanto a mim, uma diferença subtil entre provocar um acontecimento por razões políticas e provocar um acontecimento por se ser um certo tipo de pessoa. Se é certo que o primeiro argumento é mais compreensível para a maioria, porque responsabiliza o causador do problema das consequências do seu acto, também se esvazia rapidamente. Assim parece que a responsabilidade de Sócrates se resume a ter actuado de uma certa forma num determinado momento. Ainda por cima, o seu acto não é claro para a maioria das pessoas. Não o é, pelo menos, quando comparado com o chumbo do PEC IV. O segundo argumento, a que vamos chamar o «argumento Gabriela», é que Sócrates é o que é, e apenas teve a atitude que lhe é própria e que, aliás, lhe conhecemos há seis anos. Não é pouco tempo. E é por causa disto, por ser quem é, e não por ter cometido um erro, ou por ter tido uma atitude isolada que conduziu à ruptura, que não se pode votar nele. Não sabermos quem são «os outros» é, desde já, uma vantagem.

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publicado às 18:52

Rádio Blogue: Crise política

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.11

Nos últimos dias, assistimos ao fim do relacionamento tenso entre o Primeiro-ministro e o Presidente da República. Seguindo à letra uma regra formal, que dizia ser um acto próprio da governação o novo pacote de cortes na despesa pública, Sócrates não avisou Cavaco do PEC IV. A gota de água da falta de aviso acompanhou o anúncio de novas medidas de austeridade, ficando ambos associados à crise política que acabou por levar à demissão do Primeiro-ministro e à possibilidade de nova chamada a eleições. Não ter avisado o Presidente das novas medidas parece um pormenor no meio da situação difícil que o País atravessa. Este detalhe foi, no entanto, analisado por comentadores como uma prova da intenção de Sócrates de provocar uma crise que conduzisse à queda do Governo: uma oportunidade para o Primeiro-ministro demissionário surgir reforçado numa eventual vitória nas ditas novas eleições. Isto quer dizer, em suma, que Sócrates planeou uma jogada com base numa expectativa de vitória eleitoral que está longe de se concretizar. O que pode Sócrates prometer na campanha? O PEC V? Entender o esquecimento do Primeiro-ministro demitente como um plano elaborado com vista a um reforço de poder é um exercício de especulação. Entendo que Sócrates agiu de acordo com o que é. Como acontece, aliás, com a maioria das pessoas adultas. Isto significa que o que parece precipitado ou maquiavélico não é nada mais que uma pessoa no seu modo de funcionamento normal: fez as novas medidas por indicação de Merkel e quebrou um dever de cordialidade porque não se sente devedor de nada. A coerência de Sócrates é a desgraça de Portugal? O que pensa da presente crise política?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 31 de Março, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 1 de Abril, às 10h30.

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publicado às 18:48

Big Pics

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.11

Elizabeth Taylor as You've Never Seen Her Before

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publicado às 18:41