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Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.11

 ... o Manuel Falcão, o Luís M. Jorge e eu vamos conversar sobre uma série de temas, e também sobre blogues e redes sociais, no dia 31 de Março, às 19h, na Almedina do Atrium Saldanha. Apresentações, recomendações de livros, etc. aqui. A entrada é livre.

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publicado às 15:41

Finalmente

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.11

Parece uma alucinação, mas não é, se acreditarmos no rigor de Julius Cavendish, no Independent. A al-Qaida lançou uma revista feminina chamada Al-Shamikha (em inglês, «The Majestic Woman»), muito ao estilo das clássicas Elle ou Cosmopolitan. Difere, como é natural, no conteúdo. Na capa do primeiro número vemos duas imagens pequenas de burkas e uma popular metralhadora. As páginas da Al-Shamikha estão cheias de conselhos, todos eles aceites pelo tout le monde que viva honestamente. Uma mulher não deve sair de casa, a menos que seja estritamente necessário; casar com um futuro mártir, não só é correcto, como uma garantia de segurança, estabilidade e felicidade, e ainda mais aquelas regras todas de uma certa interpretação do Corão que deu tão má fama ao Islão. Um dos objectivos desta revista é dar a conhecer os segredos da maravilhosa vida jihadista. Então está bem. As mulheres têm o direito de repousar a vista cansada no último grito da moda. Eu, por exemplo, estou farta de ver as modelos com aquelas Kalashnikov grosseironas e pesadas, quando os austríacos e os italianos fazem coisas tão giras como as Glock, ou como as Beretta, que são tão queridas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-3-11

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publicado às 15:38

Desculpas que contam

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.11

John Page, um actor de 26 anos, andou à vista de todos, pelas ruas de Brighton, vestido com um painel do tipo sanduíche. De um lado dizia: «Enganei a minha namorada. Estou a humilhar-me para mostrar que estou arrependido». Na parte de trás podia ler-se: «Amo-te tanto que tudo farei para te ter de volta. Desculpa». Como agora é habitual, a namorada soube da sua infidelidade pelo Facebook. É curioso como as pessoas não aprendem. Aviso que a história acaba bem: Page foi perdoado. Observemos, contudo, as atitudes dos transeuntes, tal como foram contadas no Telegraph pelo adúltero, enquanto andava ensanduichado de um lado para o outro. As mulheres, em geral, simpatizaram com o seu acto de contrição. Os homens tiveram várias reacções. Uns ficaram horrorizados, outros riram e alguns até desviaram a cara do arrependido. Esqueçamos as conclusões feministas ou morais óbvias. Penso que alguns homens sofreram por empatia. Outros devem ter achado que nenhuma mulher merecia tanta humilhação. Mas outros terão lamentado não terem tido uma ideia tão convincente, apesar de socialmente penosa, para resolver aquela facada conjugal em que um dia foram apanhados.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-3-11

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publicado às 15:27