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France Telecom

por Carla Hilário Quevedo, em 29.04.11

A recente notícia do suicídio de um funcionário da France Telecom relembra a vaga de suicídios que há cerca de dois anos levou à intervenção do governo de Nicolas Sarkozy. No período de um ano e meio, 44 funcionários da France Telecom suicidaram-se. Segundo os sindicatos, as mortes foram devidas à política selvagem de reestruturação da empresa. Um relatório da inspecção do trabalho confirmou, em 2010, que a France Telecom tinha o objectivo de eliminar 22 mil postos de trabalho, poupando assim sete mil milhões de euros. Transferências abruptas de cidade e mudança repentina de funções eram estratégias adoptadas pela empresa para minar a moral dos funcionários. Foram precisos 44 suicídios para que, em finais de 2009, o número dois da empresa, Louis Wenès, apontado como o principal responsável pelas políticas adoptadas, fosse afastado do cargo. Meses depois, era o presidente executivo do grupo, Didier Lombard, que saía. Pressionado pelo governo, Stéphane Richard assumiu o cargo com a tarefa de alterar as condições de trabalho. Em 2010, 25 funcionários suicidaram-se. Há dias, um homem de 57 anos, pai de quatro filhos, imolou-se no parque de estacionamento à saída da empresa, em Mérignac. O suicídio reabre a polémica sobre a política de «assédio moral» da France Telecom. Uma das estratégias consistia em mudar as funções de empregados altamente qualificados. De um dia para o outro, a empresa fazia ver a estas pessoas que o seu conhecimento e a sua dedicação eram irrelevantes, e que podiam muito bem passar a tratar de avarias. Depois era só uma questão de tempo. Além da France Telecom, os sindicatos devem ser responsabilizados por não terem agido a tempo? Se não tivesse havido suicídios, esta política cruel teria passado despercebida?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 5 de Maio, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 6, às 10h30. 

 

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publicado às 19:47

Café dos Blogues: o dia seguinte e o programa das festas

por Carla Hilário Quevedo, em 29.04.11

O resumo do debate de ontem está aqui. Nos próximos meses, há mais. Sempre na Almedina do Atrium Saldanha, às 19h.

 

26 de Maio
João Pereira Coutinho, Pedro Lomba e Pedro Mexia (A Coluna Infame)
 
30 de Junho
Ana Margarida Craveiro (Delito de Opinião) e Tiago Cavaco (Voz do Deserto)
 
28 de Julho
Eduardo Pitta (Da Literatura) e Jansenista (O Jansenista)

 

 

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publicado às 19:36

...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.04.11

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publicado às 19:26

Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 26.04.11

 ... a Ana Cristina Leonardo, o João Gonçalves e eu vamos conversar sobre uma série de temas, e também sobre blogues e redes sociais, no dia 28 de Abril, às 19h, na Almedina do Atrium Saldanha. Apresentações, recomendações de livros, etc. aqui. A entrada é livre.



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publicado às 19:30

Ganhar a vida

por Carla Hilário Quevedo, em 26.04.11

Não é tema de conversa para um jantar civilizado, mas a verdade é que há trabalhos repugnantes e impensáveis. Há pessoas que limpam dejectos, guardas prisionais em países subdesenvolvidos, gente que procura materiais recicláveis no lixo… Enfim, há muitas tarefas difíceis. A Lapham’s Quarterly fez na sua última edição online uma lista bizarra dos trabalhos a que uma parte da humanidade se dedicou ao longo da História. Os serviços estão divididos entre níveis de risco e tédio, repugnância e aborrecimento. Entre os mais perigosos encontramos, sem surpresa, os provadores de comida. No binómio perigoso e nojento temos os colectores de sanguessugas. Andavam nos pântanos para que os bichos se agarrassem às suas pernas. Depois tiravam-nos com delicadeza e levavam-nos intactos aos médicos. Servir nos banquetes dos imperadores romanos está incluído nas tarefas nojentas e entediantes. Tinham de manter a sala de jantar limpa de vómito e segurar nos recipientes onde os convidados urinavam. De todos os trabalhos da lista, o menos mau é o moderníssimo empurrador de pessoas para dentro das carruagens do metro de Tóquio. É antipático, mas ao menos é limpo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-4-11

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publicado às 19:20

Fluttering up the stairway

por Carla Hilário Quevedo, em 26.04.11

Shuttering up the windows
Cluttering up the bedroom
Buttering up the master
Puttering all around... the house

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publicado às 19:09

Rainer Maria Rilke sobre Portugal

por Carla Hilário Quevedo, em 26.04.11

Du mußt dein Leben ändern.

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publicado às 19:03

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 24.04.11

Des Hommes et des Dieux (gostei muito desta cena).

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publicado às 10:47

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.04.11

Amanda Seyfried ou Red Riding Hood

 

... é tão engraçada a tese de Mário Soares ter ido, qual Bruxo Mau, ao encontro do inocente Belo e Pronto a Adormecer Passos Coelho, oferecer-lhe a maçã envenenada Fernando Nobre. Igualmente divertida é a possibilidade de o Bruxo Mau ter dito à maçã para aceitar com todo o gosto um convite que não traria nada de bom, nem sequer ao próprio fruto. São hipóteses curiosas para explicar uma escolha justamente considerada 'chocante' por António Capucho. A escolha de Ricardo 'Mãos-Leves' Rodrigues não me choca tanto, tem graça. Deve ser porque não sou como os senhores do Público que hoje põem Sócrates com a seta para baixo, como se ainda houvesse uma mínima esperança de o PM fazer melhor. Não espero nada do PS, é simples. Por isso nada me choca. O Telmo das órgias? Está de acordo, é coerente; é, diria mais, correcto. O escândalo e a decepção em torno das listas do PSD, por seu lado, tornam visíveis uma série de expectativas quanto às opções de Passos Coelho. E esperávamos, apesar de tudo, e porque nos é devido, muitíssimo melhor. 

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publicado às 10:15

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.04.11

Marilyn Monroe

 

... Francisco, obrigada pela indicação do artigo do Christopher Caldwell. Como se defende a manutenção das bibliotecas públicas, contrariando o seu aparente destino, é a questão. Talvez assim: "(...) the founders of libraries considered them necessities. Ms Smith, Philip Pullman and other novelists can sound sentimental when they talk of libraries as our street corner universities or of how democracies require informed citizenries. But they are of one mind with Andrew Carnegie and the other stern pragmatists who set up our library system. They see that a certain amount of intellectual infrastructure is necessary to the maintenance of a free society. Modern people often make the mistake of assuming that 'cultivation' or 'polish' is the important thing libraries give their patrons. It is not. What is important, is that people build a basic toolkit of literary communication that leaves them uncowed by accounts built out of words, sentences and paragraphs. White Fang will serve this purpose as well as Madame Bovary". Não me preocupa uma reestruturação das bibliotecas públicas. Mas é preocupante que desapareçam. Neste momento, em Portugal, segundo o pouco que sei sobre o tema, as bibliotecas escolares estão mais desenvolvidas e funcionam melhor que as públicas. É uma pena que os privados não tenham interesse em investir em bibliotecas. Mas talvez a lei do mecenato não seja favorável a estes apoios, realmente não sei. Enfim, frequento uma biblioteca pública e gosto dela. Sinto-me em casa. Também porque muitas vezes levo os meus próprios livros, que não existem ali.

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publicado às 11:22

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