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por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

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publicado às 18:43

Violência no futebol, etc.

por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

Há coisas que nunca mudam. As claques de futebol torcem a favor do seu clube e contra o adversário. Os clubes de Lisboa não suportam os clubes do Porto e a falta de amor é retribuída na mesma medida. Os dirigentes dos grandes clubes não perdem uma oportunidade de provocar o próximo, sobretudo a poucos dias das finais de campeonatos. Faz parte do ofício de treinador de futebol provocar o seu homólogo da equipa contrária em conferências de imprensa. Os comentários de desafio fazem parte da contenda desportiva em geral e do espírito do jogo em particular. Interessa, entretanto, saber quem ganha, quem perde e, sobretudo, quem sabe jogar futebol – o jogo que mais adeptos une em todo o mundo. Ultimamente, no entanto, temos assistido a batalhas campais. Os apedrejamentos de autocarros são um hábito. As claques são compostas por elementos violentos, que acabam na esquadra ou no tribunal, em vez de acabarem no estádio a festejar a vitória ou a chorar a derrota do seu clube. Os dirigentes perdem a cabeça por tudo e por nada e não se preocupam em ter a mínima contenção nas acusações ao adversário. A conversa futebolística é insultuosa e agressiva, quando devia ter humor. Um exemplo flagrante da falta de sentido de humor no futebol português foi a ausência de observações engraçadas na imprensa desportiva sobre as recentes declarações de Paulo Futre. As multidões a transportar em charters para Portugal por causa de um jogador chinês não causou o mais ténue sorriso aos comentadores desportivos. Concluo que vivemos num país em que o futebol não é para brincadeiras. O insulto é aceite pela sociedade portuguesa? O tom incontido do discurso futebolístico passou a ser comum noutros meios, como o político, por exemplo?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 14 de Abril, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 15, às 10h30.

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publicado às 18:37

Queria tanto que...

por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

... a Teté e a Kiki ouvissem esta música.

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publicado às 18:27