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Café dos Blogues - Summer Session

por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.11

Na quinta-feira, 28 de Julho, às 19 horas, o Jansenista e eu vamos estar na Almedina do Atrium Saldanha a falar sobre anonimato. Ah, e sobre blogues e Facebook e Twitter e Google+ e blogues. Apareçam!

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publicado às 14:57

Gente chata

por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.11

A notícia publicada no Diário de Notícias apanhou o mundo de surpresa: parece que Pamela Anderson, de 44 anos, eterna estrela de fato de banho encarnado da série televisiva Marés Vivas, envelheceu. A frase não a poupava: «A aparição da actriz deixou claro que o tempo passa para todos». Nos dias que correm, parece impossível que uma pessoa faça uma «aparição» que «deixe claro» uma certeza tão desagradável. E logo uma loura explosiva que fez sonhar adolescentes e pais. É uma falta de respeito para o público masculino macilento e um descanso para mulheres feias. Perante a calamidade, resolvi investigar o estranho caso do envelhecimento precoce da modelo e descobri que os paparazzi adoram fotografar Pamela Anderson em duas ocasiões da sua vida privada: no parque do estacionamento do supermercado e no aeroporto de Los Angeles. E adoram porque aparece despenteada e sem maquilhagem, com aspecto de quem acabou de acordar. Os espectadores da vida alheia dizem que está velha. Nada mais natural. Mas também nada que escova e base não resolvam. Tenho uma ideia: deixem de a fotografar no seu dia-a-dia e vão ver como continua a mesma.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 22-7-11

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publicado às 14:52

Com apenas dois graus

por Carla Hilário Quevedo, em 26.07.11

Na semana passada foi notícia que Assunção Cristas decidiu subir a temperatura nos edifícios que dependem do seu ministério. A poupança energética com o corte no uso do ar condicionado abrange os 10.500 funcionários dos 1500 edifícios do Ministério da Agricultura e do Ambiente, e poderá abarcar toda a administração se os resultados forem positivos. Além do efeito esperado na factura da electricidade, a medida também permite a redução das emissões de dióxido de carbono. Não me parece uma medida simbólica. É uma poupança comparativamente pequena, se tomarmos a dívida soberana como referência, mas é uma economia considerável se pensarmos no descuido habitual na despesa das repartições do Estado. A medida não é original e já foi tomada noutros países. Mas a maioria dos comentadores e jornalistas não perdeu a oportunidade de criticar com ironia e sarcasmo este pequeno contributo para combater o desperdício. É curioso observar como o cinismo se instalou nos meios de comunicação social. Até ouvi dizer na televisão que esta era «a maneira de Cristas solucionar a nossa dívida pública». Com certeza que a medida não resolve tudo, mas é de pequenino que se torce o pepino.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 22-7-11

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publicado às 14:45