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por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.11

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publicado às 18:07

Dor de Cabeça: Chato é bom

por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.11

Já todos assistimos a episódios de injustiça. Porém, nem todos intercedemos nestes casos. Pensamos duas vezes. Fingimos não perceber. Somos cobardes. Além do mais, é difícil falar de justiça, sobretudo quando as expressões «cada caso é um caso» e «não estava lá e não vi» entram na discussão. Como se nunca fosse possível ser justo em situações do quotidiano por falta de provas. Li há dias uma frase original sobre a pessoa justa. Infelizmente, não apontei o nome do autor ou da autora e não voltei a encontrar a citação. Dizia que «a pessoa justa é desagradável». Agir com a intenção de repor o equilíbrio exige ser um chato, na medida em que obriga a meter-se onde não é chamado. Mas não é um dever intervir quando estamos perante uma injustiça? Se sim, então ser um chato é um dever. E se é um dever, não o cumprirmos significa pactuarmos com a injustiça cometida. Somos espectadores e cúmplices. É certo que nem sempre temos as condições ideais para sermos justos. É raro estarmos de fora e termos poder para intervir. Aconteceu-me na semana passada. Éramos os únicos clientes sentados num restaurante de fast food quando entrou um casal com um carrinho de bebé. A mulher, sem perguntar nada, pôs-se a arrastar duas mesas para um lado do restaurante, bloqueando a passagem para uma escada que dava para o piso de cima. Uma empregada pediu, por favor, que não insistisse naquilo. A mulher continuou. A empregada desistiu. Veio outro empregado pedir, com mil cuidados, que, por favor, colocassem as mesas onde estavam. Havia espaço para o carrinho, dizia. Só ouvi o cliente, como um bully caprichoso, a repetir porquês ao ouvido do empregado. Saíram dali a praguejar. Pouco depois voltaram, furibundos, a exigir o livro de reclamações. O homem escreveu e escreveu, até sair com um sorriso nos lábios, quem sabe se a pensar que tinha estragado o dia (e a vida) ao empregado. Pedi o livro e reclamei do cliente. Escrevi e escrevi. Conto esta história para mostrar que fazer a coisa certa é um dever. Nem sempre é simples. Desta vez, foi.

 

Publicado hoje no Metro.

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publicado às 17:54

"O James Dean é completamente giro"

por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.11

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publicado às 14:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.11

Kitt+Dean

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publicado às 08:50

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.11

Eartha Kitt+James Dean

Eartha Kitt (bem acompanhada de James Dean, que convenceu a ter aulas de ballet

 

... não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti é uma boa exortação. É por isso que só dou conselhos a quem mos pede. Mas quando estou com pessoas de quem gosto muito, cedo por vezes à tentação de lhes dizer o que me parece ser melhor para elas. Isto é errado. Não suporto pessoas voluntariosas. Sei o mal que fazem. Posso ser autoritária, às vezes chata, mas não sou metediça.

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publicado às 08:13