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Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

A Ana Matos Pires, a Fernanda Câncio, o João Pinto e Castro (Jugular) e eu vamos conversar sobre blogues, redes sociais e variações sobre os mesmos temas, na quinta-feira, 29 de Setembro, na Almedina do Atrium Saldanha, às 19h. Apareçam!

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publicado às 19:19

Entretanto, a Menina Rapaz...

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

... perguntou-me por quatro coisas que me inspiram. As respostas estão aqui e não são surpresa para ninguém.

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publicado às 19:06

Sem prazo

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

Há dias, foi publicada uma notícia insólita no Diário de Notícias, que ninguém comentou. Uma mulher de Ponte de Lima, hoje com 62 anos, suspeitava de que um certo homem pudesse ser seu pai e quis investigar. O caso foi para tribunal e a defesa do homem alegou que o prazo previsto pela lei para a investigação de paternidade tinha caducado. Segundo percebi, se uma pessoa não quisesse saber até aos 28 anos de idade (dez anos após a maioridade) quem era o seu pai, não teria hipótese legal de alguma vez querer saber nem ver reconhecida a paternidade no caso de descobrir. O caso foi para o Supremo Tribunal de Justiça, que declarou que a dita lei era inconstitucional. Os «direitos de reserva da intimidade da vida privada e familiar» do investigado não pesaram como «os direitos à identidade pessoal, à integridade pessoal» da investigante. O STJ está de parabéns por privilegiar «os direitos fundamentais fundantes da pessoa humana» em detrimento da «intimidade» do alegado pai. Como se os filhos (e os pais) não fossem para sempre. Já temos problemas suficientes em saber para onde vamos. É justo que quem queira saber a verdade sobre de onde veio, o possa fazer sem prazo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-9-11

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publicado às 18:19

Satisfação

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

Suzanne Moore escreve no Guardian sobre duas atitudes relativamente às compras que condena e das quais exorta a que nos distanciemos. A primeira é a teoria generalizada de que as mulheres vão às compras para se distraírem e que a folia acaba por custar caro às próprias ou a alguém. Moore apresenta o seu caso de mulher alérgica a todo o tipo de compras, desde a comida à roupa passando pelos móveis. As compras não a descansam nem resolvem as suas aflições. Além de não considerar a actividade calmante e terapêutica, também não compreende o consumo como um acto de patriotismo. Moore ataca a ideia de a economia ter de ser financiada pelo consumismo exacerbado e aponta que foram precisamente as despesas excessivas que levaram a dívidas impossíveis de pagar. Há carteiras de senhora que custam mais do que o salário de um ano inteiro de uma enfermeira. E têm longas listas de espera. Mas este nosso mundo sempre foi tolo. Na verdade, o ciclo vicioso das compras é alimentado por si próprio. A compra não é a satisfação de um desejo, mas apenas a semente de um novo desejo por concretizar. O problema do mundo actual é velho: é nunca estar satisfeito. Por mais que compre.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-9-11

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publicado às 18:13

Mr. and Mrs. Watson of Ivy Cottage, Worplesdon Road, Hull,

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

chose a very cunning way of not being seen. When we called at their house, we found that they had gone away on two weeks holiday. They had not left any forwarding address, and they had bolted and barred the house to prevent us from getting in. However a neighbour told us where there were.

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publicado às 18:10

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.11

Zooey Deschanel, bem acompanhada à guitarra

 

... a interrupção nos trabalhos bloguísticos deveu-se a uma viagem que fiz até ao século IV a.C. O Pacheco Pereira não me viu porque estivemos em zonas um pouco diferentes, mas fomos vagamente vizinhos durante um tempo sem sabermos. Sou residente permanente no século I, mas mesmo assim fico espantada quando nestas incursões aos subúrbios do a.C. verifico que as preocupações dos homens eram parecidas, embora tivessem manifestações diferentes. Mesmo o perdão (um conceito sofisticado do Cristianismo) existia como possibilidade interessante em virtudes como a magnanimidade: ela própria um mistério descrito por Aristóteles na Ética a Nicómaco. É, no entanto, insuficiente estudarmos épocas remotas com o preconceito de que 'sempre fomos assim'. Dá a ideia um pouco ingénua (e pouco justa quando falamos de grandes estudiosos do tema) de que uma descrição competente do presente basta para compreender o passado distante. Nada disto é simples. O conhecimento do passado é feito de estudo, imaginação e empatia, e é adquirido aos poucos e em sucessivas viagens, até que se fica lá a morar. E depende por vezes da época e da tribo de onde se parte.

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publicado às 09:14