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Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.11

O Alberto Gonçalves (Homem a Dias), o Luciano Amaral (Gato do Cheshire) e eu vamos conversar sobre o fim dos blogues e apontar os culpados, na quinta-feira, 27 de Outubro, na Almedina do Atrium Saldanha, às 19h. A entrada é livre.

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publicado às 18:53

Uma boa notícia…

por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.11

ou talvez não. Longe vão os tempos em que pensava que a experiência individual moldava a personalidade. Segundo um importante estudo em que estiveram envolvidas universidades insuspeitas, chegou-se à conclusão de que a felicidade, ou a falta dela, é mais hereditária do que adquirida. Vou poupar-vos aos pormenores sobre as transferências de serotonina. O importante é que pais com tendência para a alegria fazem filhos iguais a eles. Quando um dos progenitores é depressivo e o outro é feliz e contente, a coisa complica-se. Etnicamente falando, os africanos são tendencialmente mais felizes do que os caucasianos, mas não muito mais. Mas os asiáticos em geral tanto podem dar para um lado como para o outro, cada metade em partes iguais. O mais curioso é aqueles povos em que os ansiosos e angustiados são a maioria tenderem politicamente a apoiar regimes colectivistas, certamente em busca de harmonia exterior. Estes estudos estão numa fase inicial, no entanto a expectativa por mais informações e conclusões torna-nos, a todos nós, mais ansiosos e inseguros, seja qual for a etnia. Até haver resultados, fico agitada como uma chinesa do sítio mais recôndito da China.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-10-11

 

 

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publicado às 18:49

Falhar melhor

por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.11

Jonah Lehrer escreve na Wired sobre um estudo conduzido por Jason Moser da Michigan State University que pretende compreender o que leva algumas pessoas a aprender mais depressa com os seus erros do que outras. Fazendo uso de uma divisão estabelecida por Carol Dweck, psicóloga em Stanford, Moser fez a experiência de observar através de electroencefalogramas que reacções físicas tinham os que erravam em testes mais fáceis e mais difíceis. A divisão de Dweck foi útil porque permitiu a Moser verificar que estudantes com uma «estrutura mental fixa» não aprendem tanto como os outros que têm uma «estrutura mental alargada». Não sei como se chegou ao ponto de perceber a estrutura mental de cada pessoa, mas não sejamos picuinhas. Parece claro que alunos mais inteligentes abraçam com alegria os erros como oportunidades de crescimento e que confrontar estas pessoas com problemas mais difíceis de resolver as estimula em vez de as abater e frustrar. Desde que se esforcem, claro. A exigência na escola é, então, uma questão de mera honestidade. O artigo acaba com o enunciado de Samuel Beckett: «Try Again. Fail again. Fail better». Finalmente compreendem o que quis dizer.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-10-11

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publicado às 18:37