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por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.11

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publicado às 09:21

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.11
Madonna

 

... parece que só eu gosto do perdão de metade da dívida grega. A começar pelos próprios gregos, que acham que não há nada a perdoar, só li críticas destrutivas à decisão. Neste caso, e tendo os alemães a particularidade subtil de usar a mesma palavra para 'dívida', 'culpa' e 'pecado', não espanta o aparecimento do 'perdão'. Não espanta, mas irrita. Dá vontade de perguntar que ofensa moral afinal foi cometida por um povo e um país que obviamente não estava preparado para entrar na Zona Euro. Mas os actos apontados agora como falhas a precisar de perdão terão sido para muitos, durante anos, a oportunidade de enriquecer. Enfim, espero que me perdoem ter cedido à tentação da paranóia. Pensando em Roma, embora não em Berlusconi - penso ter chegado a hora de adoptarmos o verbo berlusconizar: olhar para uma mulher com lascívia em locais inesperados como o Parlamento; ex.: 'A intervenção do deputado social-democrata foi recebida com uma ovação entusiasta por todas as bancadas, inclusive da deputada do Bloco de Esquerda, berlusconizada pelo próprio dias antes' -, conto uma breve história sobre Caio Graco, cujos acessos de fúria lhe alteravam o tom de voz quando discursava. Andava com um escravo atrás chamado Lucínio, munido de um aparelho* que media a estridência dos sons. Quando chegava ao ponto da exaltação inaceitável, o escravo fazia-lhe um sinal para moderar o tom. E Caio Graco, que remédio, lá se controlava.    

 

* A explicação sobre o que seria este instrumento fica para outra altura. E para outro sítio.   

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publicado às 08:19