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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.11

Hepburn + Grant

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publicado às 19:31

Todos dias agora acordo com alegria e pena.

por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.11

Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.

Tenho alegria e pena porque perco o que sonho

E posso estar na realidade onde está o que sonho.

Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações.

Não sei o que hei-de ser sozinho.

Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo.

 

Quem ama é diferente de quem é

É a mesma pessoa sem ninguém.

 

Alberto Caeiro

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publicado às 19:27

Boa televisão

por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.11

Demorou, mas chegou. O canal AXN Black começou finalmente a transmitir The Killing, uma série policial dinamarquesa. Estreada em 2007, The Killing vai na sua terceira temporada (em Inglaterra acaba de estrear a segunda) e nos Estados Unidos fizeram uma versão americana do original. O tema é a história da investigação de um crime especialmente violento com implicações familiares, políticas e profissionais, que se cruzam com a própria investigação. Quem conhece Copenhaga sabe que é uma cidade pequena cujos habitantes não parecem ser cidadãos de uma capital europeia. As camisolas de malha da investigadora Sarah Lund são um pormenor revelador. Não é por acaso que a versão americana da história se passa em Seattle, uma cidade encantadora que não esconde o seu provincianismo. The Killing é diferente das séries a que estamos habituados. Apesar da língua tão estranha para nós como o dinamarquês, e embora a situação da protagonista, a sua mudança para a Suécia, nos seja bastante misteriosa, há no ambiente algo de familiar, palpável, real. Gostei muito dos primeiros episódios e fiquei com uma sensação de toxicodependência televisiva. Já estou viciada nesta série.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-11-11

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publicado às 19:22

Alfred Hitchcock explica

por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.11

1. Diferenças entre mistério (uma perda de tempo) e suspense (criar uma emoção no espectador).

2. Usar os materiais disponíveis ao máximo.

3. Dourar a pílula quando se apresentam as personagens.

4. 'A bomba nunca deve explodir'.

5. O papel crucial da montagem.

 

+1: 'I don't care how you feel. I only know what it's gonna look like on the screen'.

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publicado às 14:37

"Most people misunderstand what a villain is"

por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.11

"He's a nice man who kills women", Alfred Hitchcock, numa entrevista em 1972.

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publicado às 14:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.11.11
[Daqui: só montagens com Freud e Jung]

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publicado às 19:24

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.11

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publicado às 19:13

Dor de Cabeça: Piquetes de greve

por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.11

Qualquer democrata respeita o descontentamento, a frustração e a irritação dos que se manifestam contra as políticas que consideram injustas aderindo à greve. Respeita, de igual modo, haver quem decida não parar porque acredita que o melhor que pode fazer por si e pelo País é continuar. No meio do sim e do não, temos a figura do piquete. Segundo a indicação de um twitteiro amável, fui ter ao artigo 533.º da lei n.º 7/09 de 12/2 do Código do Trabalho, que diz assim: «A associação sindical ou a comissão de greve pode organizar piquetes para desenvolverem actividades tendentes a persuadir, por meios pacíficos, os trabalhadores a aderirem à greve, sem prejuízo do respeito pela liberdade de trabalho de não aderentes». Apesar da lei, os piquetes de greve têm má fama. Sempre que há notícias de desordem e confrontos em dias de greve, há um piquete pelo meio a querer «persuadir» mais intensamente o próximo que não quis aderir à greve. É normal haver ânimos exaltados quando há quem queira impor a sua vontade aos outros. A greve geral de dia 24 não foi excepção. As notícias de conflitos chegaram cedo. Desde as onze da noite do dia anterior que vinte e cinco elementos do piquete de greve nas oficinas municipais de Oeiras barravam a passagem de cinco carros de recolha do lixo. A PSP interveio até conseguir dispersar a barreira que impedia a passagem dos condutores. Casos parecidos com autocarros e comboios interditos de circular por grupos de trabalhadores e outras pessoas não relacionadas com as empresas chegam às notícias durante a manhã. Também há piquetes simpáticos. Só não são notícia. Os piquetes agradáveis são aqueles que distribuem folhetos aos ditos «não aderentes», sem trocar uma única palavra com quem entra na empresa. Só lhes passam para a mão uma folha impressa em papel reciclado com a lista de medidas que os espera, a eles e a todos, no ano que vem. À saída, o não aderente é recebido com um cartaz a chamar-lhe «avestruz» ou um mimo do género. Tudo na maior persuasão silenciosa. Assim, sim, é possível fazer greve e trabalhar.

 

Publicado hoje no Metro.

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publicado às 19:00

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