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Medo

por Carla Hilário Quevedo, em 01.11.11

Aconteceu em Seattle. Um homem usou gás pimenta para separar outros dois que andavam à pancada. A polícia descobriu que, além de estar vestido como um super-herói, Benjamin Fodor na vida civil tem Phoenix Jones como nome artístico. Não é o único que trabalha como super-herói nos tempos livres. São às centenas e até têm um site próprio: reallifesuperheroes.org. Outros preferem trabalhar em grupo, como os Michigan Protectors. A polícia não gosta destes vigilantes excêntricos. Percebo perfeitamente. Os defensores da lei amadores tiveram mais exposição depois de Kick-Ass, um filme engraçado da MTV, em que um adolescente sem super-poderes de nenhuma espécie tenta pôr o seu bairro em ordem. O filme era esquisito. Apesar de a história ser simpática, a extrema violência exibida era chocante. Estes novos defensores da lei vestem-se como os heróis da Marvel, acreditam que podem «fazer a diferença» e até têm uma carta de princípios que pode ser lida no site. É bem-intencionada e ao mesmo tempo arrepiante. Entre outros objectivos, afirmam desejar cumprir e defender a lei, ajudar os necessitados e ainda querem criar um amanhã melhor. É assustador.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-10-11

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publicado às 18:51

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 01.11.11

The Mary Louise

Mary Louise Parker

 

.. tenho lido por aí elogios a Downton Abbey. Talvez por causa do excesso de expectativas, não sou fã da série. Vejo, mas sem entusiasmo. O primeiro episódio foi lento e cheguei ao fim a pensar que estávamos perante uma telenovela passada numa casa. A série melhorou muito no segundo episódio, mas voltou a perder interesse no terceiro, com a excepção da cena no hospital em que um homem é salvo por felizmente ninguém dar ouvidos à tonta da condessa, a extraordinária Maggie Smith. O quarto episódio foi ontem e ainda não vi. Mas atenção: nem Mildred Pierce me entusiasma. Tudo aquilo é triste, tudo aquilo é fado; e Mildred, outra extraordinária Kate Winslet, aparece como uma mulher excepcional num mundo que se organiza contra ela. A sua vida é feita de infortúnios, a começar pela própria filha. São muitos testes ao carácter de uma pessoa. Com tudo isto, prefiro a sétima temporada de Weeds, com a sobrevivente Nancy Botwin. Decididamente, estou noutra.   

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publicado às 11:04