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por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

Hitchcock a boiar no Tamisa

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publicado às 17:08

Conversas deliciosas

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

- Não sejas moralista.

- Mas isso é coisa que se peça?

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publicado às 17:03

Dor de Cabeça: Pormenores

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

Soube através dos trending topics do Twitter que Eddie Murphy tinha desistido de apresentar a próxima cerimónia de entrega dos Óscares. O tema causou furor na rede social por causa do motivo que levou à desistência. Tudo começou com uma expressão que o produtor do espectáculo, Brett Ratner, terá usado numa sessão de perguntas e respostas em Los Angeles após o visionamento do seu último filme Tower Heist. Quando os jornalistas lhe perguntaram como estavam a correr os ensaios para o grande dia dos Óscares, respondeu que «os ensaios são para maricas». Segundo uma notícia do Los Angeles Times, pouco tempo depois, no programa de rádio de Howard Stern, Ratner falou sobre «masturbação, cunnilingus, pêlos púbicos, o tamanho dos seus testículos, o seu encontro sexual com Lindsay Lohan» e contou que «manda mulheres ao seu médico para se certificar de que não têm doenças sexualmente transmissíveis». Ora aqui temos um rapaz cheio de classe. O comportamento do produtor era conhecido em Hollywood. Ainda assim, as suas declarações provocaram reacções inflamadas das associações de LGBT e que levaram o produtor a pedir desculpa publicamente por ter dito o que disse. A Academia acabou por aceitar a sua demissão. Eddie Murphy, convidado pelo produtor para apresentar o espectáculo, seguiu o amigo. Não é preciso conhecer Brett Ratner para percebermos que se trata de um idiota. É, no entanto, certo que Hollywood lida mal com a liberdade de expressão e a limita com a sua obsessão com o politicamente correcto. Diria que o caso não era para tanto, mas o negócio não se compadece da avidez de sinceridade de produtores. Afinal de contas, ninguém lhe pagou para dizer o que pensava. O que parece ser um problema de liberdade de expressão é, bem vistas as coisas, uma questão de dinheiro. Resta Eddie Murphy. Neste episódio pouco edificante para os envolvidos, sobra o que interessa: bom senso e a lealdade a um amigo. Não interessa saber se Brett Ratner merece a lealdade ou não. Eddie Murphy fez o que a amizade lhe exigia. É a parte boa desta história tola.

 

Texto publicado hoje no Metro.

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publicado às 16:01

They say

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

We play

Don't play

A-way

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publicado às 15:45

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

The Bardot

Brigitte Bardot 

 

... ontem ouvi o novo primeiro-ministro grego, Lucas Papadimos (ou Papademos, tudo bem) a falar aos jornalistas e de repente apareceu na minha cabeça ou no meu estômago uma explicação plausível para o facto estranho de Aristóteles, Plutarco, entre outros, se referirem ao tom de voz como uma característica determinante para a vida do homem público. Era compreensível. Um homem cuja função principal era falar não podia ter uma voz de cana rachada. Estava longe de ser uma obsessão frívola dos filósofos gregos. Mas talvez esta preocupação também tivesse que ver com a própria natureza da língua grega. Entendam que são muitas fricativas e inúmeras guturais. As palavras não são fáceis de pronunciar com clareza, nem para os nativos. Não me custa a crer que não seria apenas o tom de voz que importava, pois a pronúncia correcta e clara é fundamenttal para captar a atenção do público. Ouvindo o recente Papadimos, tive saudades da boa dicção do demissionário Papandreou. Papadimos é mais preguiçoso, menos articulado e mais aborrecido de ouvir. Vamos ver se faz alguma coisa.

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publicado às 11:11