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Café dos Blogues

por Carla Hilário Quevedo, em 22.11.11

A Maria João Nogueira (Blogs do Sapo), o Pedro Neves (Blogs do Sapo), o Hidden Persuader (Bicho Carpinteiro) e eu vamos conversar sobre a utilidade dos blogues, na quinta-feira, 24 de Novembro, na Almedina do Atrium Saldanha, às 19h. A entrada é livre.



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publicado às 19:48

'First of all, I commend you on the demographics'

por Carla Hilário Quevedo, em 22.11.11

(Girl scouts thank Larry and giggle)

Larry David: 'A Black, an Asian… and are you a Jew per chance?'

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publicado às 19:42

Sentimentalismo machista

por Carla Hilário Quevedo, em 22.11.11

As declarações emotivas do Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, sobre a Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz não devem ser remetidas ao esquecimento como se fossem um fait-divers igual a outros. Ficámos a saber que o bastonário crê que a ministra «não gosta» dele, o que, segundo o próprio, não tem mal nenhum, porque ele «também não gosta dela». A escolha do vocabulário é curiosa e reveladora de um certo modo de lidar com o sexo feminino. Sabemos que não diria o mesmo se fosse um homem a ocupar o cargo. «O Alberto Martins não gosta de mim, mas eu também não gosto dele» não dá, pois não? Lembremos que no dia anterior, Marinho Pinto tinha sido deixado a barafustar no final de uma cerimónia de onde Paula Teixeira da Cruz saiu sem avisar. A quebra de protocolo foi interpretada pelo homem que preside à Ordem como uma afronta da parte de uma mulher que assumiu a pasta da Justiça. Há nas posteriores queixas e chamadas de atenção para os erros terríveis que «ela» terá cometido ecos ruidosos de milhares de anos de homens a mandar e mulheres a obedecer. Há machismo e ego magoado nas declarações do bastonário. O amor já se exprimiu de maneiras mais estranhas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-11-11

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publicado às 16:57

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 22.11.11
Lauren Bacall (bem acompanhada)

 

... há assuntos que hoje em dia se esgotam numa questão de horas. Ainda não percebi se isto é bom ou mau. Por um lado, tenho a ideia de que os temas esgotáveis são pouco importantes. Por outro, ficam dúvidas sobre se a importância que resta não será afinal um resultado da overdose de comentários, que esvaziam qualquer assunto. Pensei nisto depois de ouvir mais um programa de debate em que se falou da conferência de imprensa da troika. A única pessoa que pareceu destoar da raiva generalizada contra o trio que vem cá ver o estado das contas foi José Gomes Ferreira ontem numa participação breve e bastante interrompida no noticiário da SIC. JGF chamava a atenção para a desigualdade na distribuição dos sacrifícios e de haver um sector da sociedade que não é afectado pela crise. Daí a sugestão da troika de baixar os salários no privado. Podemos concordar ou não com esta proposta, mas antes era importante perceber as implicações das declarações troikistas (apesar do fraco inglês). Assim ficámos pela espuma de raiva e ego magoado porque «vieram de fora» dizer o que devemos fazer. Ainda bem que há Plutarco e The Killing para me animar.

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publicado às 07:23