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Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 02.12.11

O meu iPad veste Prada

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publicado às 19:05

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 02.12.11

Horrible Bosses (Jennifer Aniston tem graça num dos piores filmes de sempre).

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publicado às 19:01

Dor de Cabeça: Os outros

por Carla Hilário Quevedo, em 02.12.11

Todos os dias sabemos de resultados de estudos sobre a natureza humana, que confirmam ou desmentem aquilo em que acreditávamos. Olho para estes estudos com uma desconfiança saudável. Não nego à partida uma ciência que desconheço, mas recebo-a com a distância que me merece. Talvez a distância resulte da minha falta de imaginação quanto às consequências possíveis das descobertas. Na maior parte dos casos, não percebo o que podemos nós fazer com as informações que nos são dadas. Reconheci o problema ao ler uma notícia sobre os resultados credíveis de um recente estudo intitulado Happiness Works. O relatório concluía que «[o]s portugueses são mais felizes como pessoas do que como profissionais, são mais felizes com a função que desempenham do que na organização». Num universo de 810 trabalhadores, ficou claro que mais de metade (71 por cento) dos inquiridos são mais felizes nas funções que desempenham; mais do que por fazerem parte de uma determinada empresa. A grande maioria (83 por cento) ser mais feliz como pessoa é um dado que também importa ter em conta. As informações na notícia apontam para um problema velho na vida das empresas em Portugal: os outros. O problema não parece estar no indivíduo, mas na falta de sentimento de pertença à organização. Esta falha torna-se mais evidente quando os ditos indivíduos felizes na solidão dos seus gabinetes se juntam para trabalhar em equipa. Quase todas as pessoas que conheço que trabalham ou trabalharam em empresas têm ou tiveram histórias desagradáveis com o chefe ou com os colegas ou ambos. A minoria que é feliz no trabalho e veste a camisola empresarial partilha da convicção de que é parte fundamental da empresa. Para criar esta convicção, é preciso dar informação e autonomia às pessoas. Só assim lhes poderá ser exigida responsabilidade. Com a responsabilidade vem a convicção honesta de que se faz parte de um projecto. E assim é possível trabalhar bem em equipa. Aproveitemos os resultados deste estudo para perceber melhor o problema e mudar.

 

Publicado hoje no Metro.

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publicado às 18:56