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"Somos todos iguais, ou não?"*

por Carla Hilário Quevedo, em 01.02.13

¡Hoy resulta que es lo mismo
ser derecho que traidor!...
¡Ignorante, sabio o chorro,
generoso o estafador!
¡Todo es igual!
¡Nada es mejor!
¡Lo mismo un burro
que un gran profesor!
No hay aplazaos
ni escalafón,
los inmorales
nos han igualao.
Si uno vive en la impostura
y otro roba en su ambición,
¡da lo mismo que sea cura,
colchonero, rey de bastos,
caradura o polizón!...


* Pergunta retórica de Fernando Ulrich, aqui respondida por Enrique Discépolo.

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publicado às 19:03

Os golfinhos, as baleias e o cadoz

por Carla Hilário Quevedo, em 01.02.13

Os golfinhos e as baleias estavam em guerra. Como a luta se prolongava e tornava encarniçada, um cadoz (é um peixe pequeno) veio à superfície e tentou reconciliá-los. Então um golfinho, tomando a palavra, disse: "É menos humilhante, para nós, combater e morrer uns pelos outros que aceitar-te como mediador".

Assim, há homens que nada valem, mas que, vivendo em épocas de agitação política, julgam que têm algum valor.

 

Esopo, Antologia de Poesia Grega Clássica, tradução de Albano Martins, Edições Afrontamento: Porto, 2011, p. 438. 

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publicado às 19:01