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Os maridos*

por Carla Hilário Quevedo, em 14.02.13

* da Jessica Biel e da Beyoncé Knowles, dirigidos por David Fincher. 

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publicado às 18:04

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 14.02.13
Anna Karina

 

... ontem ouvi uma pessoa num debate público a dizer que, quando trabalhava numa empresa e tinha bastante sucesso no que fazia, o telefone estava sempre a tocar, havia imensa gente à volta dele, tinha 50 mil 'amigos'. Quando foi despedido, no dia seguinte, não havia ninguém a ligar nem a querer saber dele para nada. Pareceu-me logo, mal ouvi isto, que a segunda opção, apesar da chocante perda de emprego, que me pareceu inesperada e violenta, era de longe preferível à primeira. Ter muita gente à volta é não ter ninguém realmente. Aristóteles descreveu esta realidade há muitos séculos. A questão menos falada é a ausência parecida da pessoa abandonada pelos 50 mil 'amigos' relativamente aos mesmos, quando em situações similares. Na verdade, ninguém está lá para ninguém. E os casos pontuais em que se está ou em que estão têm um valor particular por isso mesmo: são pontuais, tal como a amizade. Dos amigos esperamos certas coisas, das outras pessoas, não. Por isso esperar que 50 mil 'amigos' se manifestem num momento difícil é ter uma expectativa pouco lúcida sobre os outros e até sobre si mesmo. Acontece a toda a hora, é normal. Mas não há que ser assim tão exigente com o mundo, que é complicado, difícil, às vezes perigoso, mas belo, único e fascinante.

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publicado às 09:19