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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.13

René Magritte, La durée poignardée, 1938

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publicado às 19:07

A última fronteira

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.13

Em breve, será posta à venda nos Estados Unidos uma nova edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5), publicada pela Associação Americana de Psiquiatria. A nova edição do DSM reaviva polémicas sobre o excesso de definir comportamentos menos comuns como doenças ou a ganância dos laboratórios farmacêuticos de adaptarem velhos medicamentos a novos sintomas e vice-versa. Eu, profana mas curiosa, fico fascinada com o relatório de condutas excêntricas ou patológicas organizado por mais de 1500 especialistas baseados no estudo de milhares de pacientes nos Estados Unidos. Acredito na utilidade do DSM como referência. Ao mesmo tempo, aceito que é efémero. O cérebro humano é uma complicação. E se é certo que a História nos mostra que se fazem sempre as mesmas perguntas, a verdade é que as respostas continuam a ser diferentes, inadequadas, inúteis ou assustadoras. A cabeça dá muito que pensar.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-5-13

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publicado às 19:04

Surpresa no Parlamento

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.13

Só em Portugal pode haver surpresas em votações no Parlamento. Refiro-me à votação do projecto-lei que defende a co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo. A possibilidade de co-adoptar os filhos adoptivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto é, na minha opinião, uma medida justa e de bom senso, que protege estas crianças do desamparo legal em caso de doença ou morte do pai ou mãe biológicos ou adoptivos. Fiquei surpreendida por ver o projecto-lei aprovado, mas a maior surpresa foi perceber que nem os próprios deputados estariam à espera do resultado. Isto revela que terá havido poucas conversas de bastidores para fazer passar a votação. Os deputados votaram de acordo com a sua consciência e assim mostraram uma verdade que não é habitual vermos em governantes e políticos. Como se estivesse por fim ao alcance de cada um ali corrigir uma injustiça. Estão de parabéns.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-5-13

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publicado às 18:59

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 28.05.13

Sophia Loren

 

... a pensar na violência de ontem do Prós e Contras e no bullying exercido por Marinho Pinto. Uma vergonha! Pelo menos, o ónus da estupidez não recai sobre a direita, como é habitual. Há que ver o lado positivo disto.

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publicado às 07:42

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 26.05.13

Francisco de Goya y Lucientes, Pequeños gigantes, 1791–92

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publicado às 19:15

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 26.05.13

Silver Linings Playbook (gostei deste filme misógino). The Sessions (comovente e encantador).

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publicado às 19:13

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.05.13
Gene Tierney

 

... Vasco Pulido Valente toca hoje no ponto essencial sobre o insulto de Miguel Sousa Tavares a Cavaco Silva. Se há coisa que sabemos sobre os insultos é que não têm resposta. E a regra vale para qualquer pessoa ou instituição. Quem insulta coloca-se numa posição subalterna, porque se sujeita a receber o silêncio como resposta. Aqui "insulto" está pelo mais básico "chamar nomes ao próximo", e não por outra maneira mais sofisticada de ataque. Nem sempre o esforço compensa, mas a pessoa que insulta de um modo mais elaborado sempre fica menos mal vista. Uma vez que Sousa Tavares é escritor, é pena que tenha desperdiçado uma oportunidade de mostrar o seu talento. Voltando à polémica, é péssimo sinal que o Presidente reaja com toda a artilharia jurídica. Como refere Pulido Valente, é sinal de fraqueza. É sinal de que se perdeu o controlo de qualquer coisa. Mesmo que a intenção possa ser a de marcar um limite na discussão, temendo que possa provocar mais distúrbios, o que fica é um presidente colocado no mesmo patamar de um homem que quis ser vaidoso numa entrevista. Na verdade, é só disto que se trata.

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publicado às 08:40

Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 22.05.13

E mais: querem conservar a família tradicional?, do Filipe Nunes Vicente, com um forte aplauso.

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publicado às 11:40

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.13

Paul Klee, Twittering Machine, 1922

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publicado às 19:33

A solução

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.13

O discurso sobre o estado de calamidade económica e financeira em que nos encontramos é tão deprimente quanto contagioso. A falta de dinheiro não é 'una cosa mentale', mas a opinião derrotista, a visão sempre negra da vida e a constante repetição de que estamos dependentes destas circunstâncias 'inevitáveis' não ajudam ninguém a resolver problemas que requerem confiança e espírito prático. E como adquirir ou manter a confiança e uma certa ligação saudável à terra? Continuando. Quem trabalha, deve continuar a trabalhar, fazendo o melhor que sabe e pode. Quem actualmente não tem trabalho, deve continuar à procura e deve continuar a pensar no que fazer para melhorar a sua situação. Quem estuda, deve continuar a estudar. Quem lê, pensa e escreve, deve continuar a ler, a pensar e a escrever. Não é 'persistir' nem 'preservar'. Já temos dramatismo que chegue. É 'continuar'. Como quem continua a andar no meio de um temporal.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-5-13

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publicado às 19:28

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