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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.13

Paul Klee, Twittering Machine, 1922

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publicado às 19:33

A solução

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.13

O discurso sobre o estado de calamidade económica e financeira em que nos encontramos é tão deprimente quanto contagioso. A falta de dinheiro não é 'una cosa mentale', mas a opinião derrotista, a visão sempre negra da vida e a constante repetição de que estamos dependentes destas circunstâncias 'inevitáveis' não ajudam ninguém a resolver problemas que requerem confiança e espírito prático. E como adquirir ou manter a confiança e uma certa ligação saudável à terra? Continuando. Quem trabalha, deve continuar a trabalhar, fazendo o melhor que sabe e pode. Quem actualmente não tem trabalho, deve continuar à procura e deve continuar a pensar no que fazer para melhorar a sua situação. Quem estuda, deve continuar a estudar. Quem lê, pensa e escreve, deve continuar a ler, a pensar e a escrever. Não é 'persistir' nem 'preservar'. Já temos dramatismo que chegue. É 'continuar'. Como quem continua a andar no meio de um temporal.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-5-13

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publicado às 19:28

Quebrar o silêncio

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.13

Um artigo de Elizabeth Bernstein, no The Wall Street Journal, fala sobre as origens e os malefícios de contar pormenores da vida íntima. Não concordo com quase nenhuma das suas afirmações, a não ser quando diz que é insuportável ouvir intimidades de gente que mal conhecemos ou que pouco interessam. Citou, no entanto, o exemplo daqueles que, quando estão sozinhos com um superior hierárquico, começam a desbobinar problemas da sua vida pessoal. Já ouvi histórias de situações parecidas, algumas com protagonistas ansiosos por revelar pormenores e outras não. Também acontece ao contrário: chefes que iniciam uma conversa com os subordinados a contar um pormenor da sua vida familiar. Penso que estes casos são uma forma daquilo a que se chama quebrar o gelo. O grau de indiscrição ou aborrecimento pode dar-nos uma ideia do nosso interlocutor. Mas na maior parte das vezes é apenas uma medida de intolerância ao silêncio.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-5-13

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publicado às 19:25