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"Tenho vivido difíceis semanas"

por Carla Hilário Quevedo, em 30.06.13

Vivam os Bandex! Elogio público aqui.

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publicado às 14:54

A convite de Nuno Crespo...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.13

... escrevi os perfis de Sócrates, Dioniso e Aristófanes para este Prontuário do Riso. Enjoy!

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publicado às 18:52

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.13

Ancient Greek Crotch Shots: Ingrid Berthon-Moine's Balls

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publicado às 10:23

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.13
Elizabeth Taylor

 

... desde que chegou o Verão que tenho andado a experimentar as águas do Atlântico. Noto uma pequena variação da temperatura entre o simplesmente gelado e a arca congeladora a céu aberto do costume. É uma diferença mínima, que se nota mal se põe o pé dentro de água. No primeiro caso, não ficamos congelados. É até um frio que se supera. No segundo caso, deixamos de sentir os pés, depois as pernas e depois o resto, até ao topo da cabeça, quando por fim mergulhamos, na mais completa irresponsabilidade térmica. Amo o Verão. Tinha tantas saudades.

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publicado às 10:12

Follow up

por Carla Hilário Quevedo, em 26.06.13

Nigella Lawson ‘to rent a home in Los Angeles’ as Charles Saatchi claims: I was wiping her nose.

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publicado às 19:41

Imprestável

por Carla Hilário Quevedo, em 26.06.13

O multimilionário Charles Saatchi chega aos 70 anos a apertar o pescoço à mulher, a chef Nigella Lawson, numa mesa de um restaurante. A seguir à cena fotografada por um paparazzo, Nigella Lawson saiu dali em lágrimas. Há testemunhas que referem o pânico de Nigella Lawson, que falava com a voz trémula e até beijara o agressor para o tentar acalmar. Segundo testemunhas no local, Saatchi apertou o pescoço da mulher quatro vezes. O objectivo seria revelado pelo próprio Saatchi numa declaração ao London Evening Standard: «Estávamos a ter uma discussão acesa por causa das crianças e agarrei várias vezes no pescoço da Nigella para tentar marcar a minha posição». Ah, já podia ter dito! É perfeitamente normal uma pessoa querer esclarecer as suas ideias numa discussão agarrando o pescoço da outra. Não se chama é conversa ao acto de estrangular o próximo. Por mais a propósito que seja. É mais chamar a Polícia e depressa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-6-13

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publicado às 19:31

Femen, precisam-se

por Carla Hilário Quevedo, em 25.06.13

O Governo da Venezuela quer tornar a amamentação obrigatória. A proposta que começou a ser discutida esta semana prevê a proibição da publicidade aos tipos de leite alternativo. Já se fala, imagino que por maldade, numa campanha contra o biberão. Ninguém discute os benefícios do leite materno, desde que dado por mães em boas condições de saúde e, de preferência, bem alimentadas, mas amamentar os filhos ser obrigatório por lei é de loucos. Ainda estão por provar as boas intenções do Governo por trás desta lei prepotente. A Venezuela, apesar do petróleo, ou quem sabe se por causa dele, vive uma crise enorme de produtos alimentares. O Gaspar lá do sítio deve ter tido esta ideia hipócrita de defesa da saúde dos recém-nascidos para aliviar as importações. Não há dúvidas de que o pior inimigo da liberdade nos dias que correm é a crise económica. Venezuelanas, mulheres, irmãs, digam não à nacionalização das mamas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-6-13

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publicado às 19:38

Finalmente...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.06.13

... chegou o Verão! 

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publicado às 18:07

Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 24.06.13

Thanks, Textbooks: A Collection of the World's Finest Academic Writing

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publicado às 12:16

Morreu Tony Soprano

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.13
App PictureShow com filtro Cross e moldura Old Fashioned

 

A notícia da morte do actor James Gandolfini, aos 51 anos de idade, pode ter sido esperada por David Remnick, na revista The New Yorker, mas o mesmo não aconteceu comigo. É provável que a diferença esteja no que cada um via na mesma pessoa. David Remmick vê-lo-ia como o actor James Gandolfini, amante de charutos e boa vida, com uns quilos a mais, enquanto eu o via como Tony Soprano, o chefe da máfia em New Jersey, casado com Carmela Soprano, pai de Meadow e A. J., paciente da Dr.ª Jennifer Melfi. Era proprietário do Bada Bing e matou, entre vários, o violento Ralph Cifaretto com as próprias mãos. Tony Soprano não morreu no final da série criada por David Chase, por isso não havia razões para esperar a sua morte. A série acabou com o núcleo duro da família Soprano a jantar no Holsten’s, que até reservou uma mesa em sua homenagem na noite em que se soube que Tony nunca mais passaria por ali.

 

A colagem de Gandolfini a Soprano valeu-lhe o epíteto de "génio", o que compreendo quando quem o diz é David Chase, autor d’Os Sopranos. Mas James era tão perfeitamente Tony que acabou por não representar mais nenhum papel na sua carreira. O seu desempenho pouco marcante noutros papéis faz com que nem sequer nos lembremos que participou no mais recente Zero Dark Thirty, de Kathryn Bigelow. Faria certamente de Soprano, mas de farda militar. Seguindo o hábito para santificar aqueles que já foram heróis, em cada obituário de Gandolfini é repetido o inevitável elogio às suas capacidades de representação. Como se ser confundido com uma personagem tão complexa como Tony Soprano não fosse suficiente. Sean Connery, como 007, ou Charlton Heston, como Moisés, são casos parecidos ao de James Gandolfini, como Tony Soprano. Cada um, vivo ou não, atingiu a imortalidade à sua maneira.

 

David Chase contou ao Telegraph que James Gandolfini se impressionava com a "crueldade" de Soprano, o que muito me surpreendeu. Tony Soprano era "um soldado", como o próprio diz no nono episódio da segunda temporada à não menos extraordinária Jennifer Melfi. E um soldado faz o que tem a fazer, obedece a ordens, rege-se por um código, não anda à deriva, nem é arbitrário na sua conduta. Logo, não pode ser cruel. Como Ralph Cifaretto, por exemplo, que mata uma stripper do Bada Bing (“he disrespected the Bing”) por causa de uma piada ou que incendeia a cavalariça e matar a égua de Tony, Pie-O-My. Ralph existe para marcar uma diferença importante entre o homem cruel e o pater familias deprimido, vítima da mãe, Lívia (escolha interessante de nome), que conspira com o Uncle Junior para o matar. Tony Soprano é um criminoso, mas não é cruel. À crueldade reagimos com desprezo. Ora, Tony é amado.

 

Até na morte, James Gandolfini oferece uma possibilidade de solução para Tony Soprano. Lembremos que Vito Corleone (Marlon Brando) morre a brincar com o neto no jardim, e Michael Corleone (Al Pacino) morre de velho, sentado no pátio de um convento no sul de Itália. Tony Soprano morreu em Itália, de repente, de morte natural. O fim só falha por ter sido prematuro.

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, Loja de Porcelana, 22-6-13

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publicado às 18:46

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