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A partir dos 4:55

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.13

I was just a paper hanger
No one more obscurer
Got a phone call from the Reichstag
Told me I was Fuhrer
Germany was blue
Oh what, oh, what to do?
Hitched up my pants
And conquered France
Now Deutschland's smiling through

It ain't no myst'ry
If it's politics or hist'ry
The thing you gotta know is
Ev'rything is show biz

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publicado às 19:05

Estupidez narcísica

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.13

Li um artigo na Slate sobre um tema que ainda hoje intriga muita gente: o bigode de Hitler. Não é um texto exaustivo, mas ficamos a saber que, no início do século passado, aquele bigodinho que nos parece ridículo era considerado elegante e aristocrático. Era conhecido por 'escova de dentes', embora o da sinistra criatura nazi fosse uma versão mais abreviada dos lados do que o original celebrizado pelo Kaiser Guilherme II. Um amigo de Hitler, Ernst 'Putzi' Hanfstaengl, aconselhou-o a tirar o bigode porque estava fora de moda, ao que este terá respondido que voltaria a ser moda porque era usado por ele. O mais curioso é que o bigodinho estava associado não só à personagem de Charlie Chaplin, como era também usado por Oliver Hardy, que conhecemos por Bucha (do Estica). É preciso ter um ego do tamanho do mundo para imaginar que o seu bigodito apagaria da história os bigodes das duas personagens mais geniais e divertidas da época.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 7-6-13

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publicado às 19:00

Infantil e excelente

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.13

Reconheço que há qualquer coisa de infantil nesta versão do Grande Gatsby, realizado por Baz Luhrmann (Moulin Rouge, Romeu e Julieta e aquela chatice da Austrália). O luxo, as festas, o guarda-roupa e o romantismo de Jay Gatsby, o fascínio do vizinho Nick Carraway, a menina rica Daisy e até a luxúria do seu marido Tom, tudo parece o mundo dos adultos visto por olhos de adolescentes. O próprio 3D, que se impõe de uma maneira espectacular durante o filme, parece um brinquedo de crianças. Mas o filme também pode ser encantador para os adultos em geral, como foi para mim. Gatsby está feito com ternura, ironia e inocência dramática. Mas o filme não é perfeito. Tive de me abstrair de Carey Mulligan, uma das actrizes menos interessantes que surgiram na última década. Mas, mesmo com ela, e apesar dela, vale a pena ver esta versão opulenta do Grande Gatsby com um Leonardo DiCaprio no seu melhor, sem aquela intensidade cansativa a que nos habituou.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 7-6-13

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publicado às 18:43

Depois de EP9 T3 de GoT

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.13

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publicado às 09:08

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.13
Grace Kelly

 

... apesar do spoiling indecente por essa internet fora, nada me preparou para o que aconteceu no episódio de ontem de Game of Thrones. Adormeci enjoada e acordei mal disposta. Já sabíamos que George RR Martin era uma criatura imprevisível, mas agora penso que ultrapassou um limite. É o Calígula dos autores, um sádico cruel, que manipula as emoções humanas mais essenciais. Vale tudo em Game of Thrones. Nem Sófocles, nem Eurípides... Bom, talvez Eurípides, sim. E o mito das Danaides, pois. Mesmo assim, não é a mesma coisa.

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publicado às 09:01