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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.08.13

Valentine Wannop aka Adelaide Clemens

 

... decidi voltar a ver Parade's End antes de emprestar a série a um amigo. Estou a gostar ainda mais do que da primeira vez em que a vi, talvez por estar mais atenta a subtilezas nos diálogos ou talvez porque entretanto vivi e percebo melhor o que vejo. Não é que exista uma relação directa entre estes dois aspectos, pois nem sempre viver corresponde a um melhor entendimento das coisas, mas às vezes acontece. Percebo melhor Miss Wannop, que me parecia um tanto apagada, mas que agora surge como uma feminista com uma sensibilidade fina para os assuntos da beleza. É doce e casta e, apesar da juventude, sólida. O seu activismo é atlético e pretende combater uma questão de absurda injustiça. Valentine apaixona-se pelo "último homem decente em Inglaterra", Christopher Tietjens, casto como ela. Às vezes, há dúvidas por aí sobre o que é um homem. Christopher Tietjens é um homem. E Valentine uma mulher sensível, que tanto corre pelos direitos das mulheres como fica sentada a admirar a beleza de um Velásquez

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publicado às 10:08

Coisas importantes

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.13

O actor Benedict Cumberbatch, que conhecemos da série Sherlock, e que uma minoria conhecerá da excelente adaptação televisiva do clássico de Ford Madox Ford, Parade’s End, estava em Gales quando os paparazzi começaram a fotografá-lo. Cumberbatch vestiu um casaco com capuz, pôs uns óculos escuros e mostrou um papel com a seguinte frase: “Vão fotografar o Egipto e mostrem ao mundo coisas importantes”. Vi a fotografia no BuzzFeed e gostei. Gosto do actor e da mensagem, mas há que observar a sua ingenuidade. As coisas importantes, como as que se passam no Egipto, não interessam ao público em geral. Mas será este um problema assim tão grande? Como seria um mundo sem coscuvilheiros e oportunistas? Talvez melhor, mas não tenho a certeza se seria um mundo de seres humanos. Cumberbatch fez o que achou por bem fazer e fico feliz por ter escolhido um modo divertido de pedir que o deixassem em paz. Pior seria se tivesse iniciado uma petição.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-8-13

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publicado às 19:19

Literalmente

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.13

Segundo uma notícia do Telegraph, o dicionário Oxford da língua inglesa terá aceite em Setembro de 2011 um significado aparentemente errado para o advérbio 'literally', que quer dizer'‘à letra'. O outro sentido para a palavra, usado muito no discurso coloquial, mas usado mal, segundo indica a minha edição do dicionário com data de 1998, é o de ‘verdadeiramente’. Esta maneira de dar ênfase na frase foi muitas vezes ridicularizada pelo grupo dos pedantes do costume, em que naturalmente me incluo. 'A sério que ficou literalmente a apanhar bonés?', perguntava com aquele ar de desdém insuportável. Pois a resposta correcta pode ser: 'Sim, literalmente', no sentido de ter ficado realmente sem saber o que fazer. Não é que tenha ficado à letra a apanhar bonés. O que aconteceu foi ter ficado mesmo, a sério, de verdade, sem saber o que fazer. O sentido está incluído no nosso dicionário da Academia. Afinal, o Oxford chegou literalmente atrasado.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-8-13

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publicado às 19:16

Coitadinha da Miley Cyrus

por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.13


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publicado às 19:05

Influências de Breaking Bad...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.08.13

... na faceta Los Pollos Hermanos, no novo vídeo de David Guetta.

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publicado às 19:54

Wizard of Oz revisitado...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.08.13

... com um Chow Chow super-querido no papel de leão.

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publicado às 19:52

Muito, muito bom

por Carla Hilário Quevedo, em 22.08.13

Soutien de génio ao 1:26, cabelão excelente aos 3:23 e antes.

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publicado às 19:47

Parece que não tocou esta

por Carla Hilário Quevedo, em 21.08.13

Vi Prince em Alvalade, em 1993. Foi tão superior, extraordinário, hipnotizante, que nunca mais o quero ver. 

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publicado às 08:56

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 21.08.13
Ava Gardner, bem acompanhada  

 

... talvez tenhamos sido feitos para acordar com o nascer do sol e adormecer com o pôr-do-sol. Mas depois como assistiríamos ao The Daily Show, agora com John Oliver? Gravando. Agora até há aquela opção revolucionária de "Ver do início", que nos permite andar para trás no tempo e ver episódios perdidos. Mas se calhar nao era a mesma coisa. O que estou a escrever agora só poderia ser escrito amanhã. E não é bom deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Do que gostei mais do programa de ontem (ep. de 22-7-13) foi do momento zen com a recentemente falecida Helen Thomas, correspondente feroz na Casa Branca, jornalista que fazia tremer as perninhas dos governantes. Como homenagem, foi lembrado um bocadinho da entrevista que John Oliver lhe fez em 2009. Perante uma pergunta absurda de Oliver, típica de um certo jornalismo silly todo o ano, Thomas riu-se e disse-lhe: "Não sei de onde diabo vieste, mas o meu conselho é que vás para casa". Gostei tanto desta resposta. 

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publicado às 07:24

Ainda não apareceu ninguém parecido

por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.13

Happy birthday, Madge! Madonna é o que não falta neste blogue. 

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publicado às 16:18

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