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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.10.13

Ava Gardner

 

... ontem vi o jogo de rugby entre a África do Sul e a Nova Zelândia, que os All Blacks venceram com glória e um jogador a menos, primeiro durante dez minutos na primeira parte - as expulsões no rugby são temporárias, para irem esfriar a cabeça para o banco -, depois, na segunda, outra vez, durante mais dez minutos. Segundo me diz o meu especialista privado neste jogo, um jogador a menos no rugby faz muita falta. A mim parecem-me sempre imensos em campo, mas a minha maior perplexidade é como, dados os níveis de violência e força nos jogadores, não existem confrontos físicos entre eles. Um empurrão ou outro é de imediato interrompido. Mas basta para isso uma admoestação irónica do árbitro: "Thank you, gentlemen. We got it". Um ensaio da África do Sul, da autoria do capitão de equipa, Jean de Villiers, que colocou por instantes a África do Sul à frente da Nova Zelândia, aquele em que a equipa chegou aos 27 pontos, é um exemplo de violência, força e velocidade, características próprias à modalidade. Com a Nova Zelândia, no entanto, parece tudo fácil, elegante, a bola é passada sem darmos por isso e correm como gazelas, apesar do metro e noventa e os cem quilos que cada jogador tem em média. Aquela facilidade só se consegue com muita prática e muito amor. Nascem a jogar rugby, num ambiente que ama o jogo, numa pátria que vive para a modalidade. Tem tudo para ser o que é: uma perfeição. 

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publicado às 11:26