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Mestres

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

A parte da globalização de que mais gosto é a de podermos ver quase em simultâneo as séries boas de televisão que estreiam lá fora. Agora podemos assistir a Masters of Sex, produzida pela Showtime, baseada na história de William H. Masters e Virginia E. Johnson e a sua investigação sobre a sexualidade no fim da década de 50. Se o relatório Kinsey escandalizou com as estatísticas da sexualidade nos Estados Unidos, Masters e Johnson revelaram a ignorância sobre as relações sexuais em geral e o corpo feminino em particular. Numa sociedade puritana, só as prostitutas tinham uma ideia informada sobre os usos, as taras e os costumes da prática do sexo. A investigação e a metodologia polémica, o sexo em laboratório, acompanharam os tempos. As conclusões seriam conhecidas na aurora da revolução sexual dos anos 60. A realização e a interpretação de Michael Sheen e Lizzy Caplan são excelentes. A história está contada com delicadeza e bons diálogos.


Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-10-13

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publicado às 17:40

Os japoneses não existem (13)

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

Why have young people in Japan stopped having sex?

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publicado às 17:38

Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

"Já fui vítima de bullying", no Horizonte Artificial.

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publicado às 17:23

Vejam e aprendam

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

Barack Obama discursava hoje sobre a reforma da saúde quando uma mulher grávida que estava de pé atrás dele teve uma tontura e quase desmaiou. Obama fez o que qualquer pessoa sensata e bem educada faria: prestou auxílio à mulher. Depois fez aquilo que qualquer profissional da política ou da televisão fariam: aproveitou a situação à sua exacta medida. Por cá, nem sequer sabem usar o drama em directo para fazer boa televisão.  

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publicado às 17:05

Lixo

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

Há dias, um convidado de 78 anos sentiu-se mal num programa da tarde, da SIC. Estava a ser entrevistado por Conceição Lino quando começou a ter um acidente vascular cerebral. Ninguém da produção nem a apresentadora acharam que se passava algo estranho com o senhor e continuaram alegremente o programa. Há meses, na TVI, um concorrente num programa de dança caiu tão mal num ensaio que ficou em perigo de vida. Não foi em directo, mas ninguém adiou a estreia do programa. As situações são diferentes mas revelam a mesma necessidade amoral de o espectáculo continuar. Esta indiferença perante os acidentes comuns da vida é muito mais ofensiva do que qualquer reality show. A verdadeira trash tv é a que vive da conversa saloia e pornográfica sobre ‘sentimentos e afectos’, mas que não é capaz de reconhecer o sofrimento em directo. É a que não muda uma vírgula no alinhamento, nem que morra alguém nos ensaios. O que passará pela cabeça desta gente?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-10-13

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publicado às 17:03

Total bitch

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

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publicado às 11:10

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 22.10.13

Audrey Hepburn

 

... ainda não li a entrevista ao animal feroz do Sócrates. Mas tenho reparado que as citações mais repetidas do texto são precisamente aquelas em que chama uma data de nomes a pessoas e diz uma série de asneiras. Deve ser o sonho da maioria dos homens portugueses, doutro modo não se percebe por que razão citam tanto essas passagens, completamente desadequadas, digam o que disserem, numa pessoa que foi Primeiro-ministro. Na verdade, o português médio gostava de dizer umas coisas daquelas em público, mostrar toda a sua fúria, como se esta se pudesse confundir com poder. Assim, vai citando do outro a ver se passa. 

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publicado às 11:07