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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 27.11.13

René Magritte, Le Beau Monde, 1962

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publicado às 19:46

Dias felizes

por Carla Hilário Quevedo, em 26.11.13

A série Homeland voltou a pôr as histórias de espionagem na moda. The Americans confirma que o tema pode ser viciante. Nesta nova série da Fox, as personagens principais são um casal de espiões russos que se faz passar por um vulgar casal americano de classe média, durante a era Reagan, na época em que a Casa Branca dá início ao programa Guerra das Estrelas e em que se anuncia o descalabro da União Soviética. Estamos perto do fim da saudosa Guerra Fria. A ideia de os heróis da série serem espiões soviéticos é extraordinária. Ainda por cima com problemas conjugais. Como se fosse pouco, os problemas éticos na moral obscura da espionagem nunca são bem resolvidos. Já para não falarmos da educação dos filhos, alheios às actividades dos pais. A vida dos americanos da contra-espionagem também não é nada fácil. É uma série com mentiras, lealdades, sexo e violência, com um ritmo excelente e magníficas interpretações. O que mais podemos pedir?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 22-11-13

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publicado às 19:43

O melhor dos tempos é o presente

por Carla Hilário Quevedo, em 24.11.13

24hoursofhappy

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publicado às 21:17

Mais Hogarth

por Carla Hilário Quevedo, em 19.11.13

William Hogarth, The Bathos, 1764

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publicado às 19:53

Perguntas, perguntas

por Carla Hilário Quevedo, em 19.11.13

O crítico Stephen Bayley, criador do Museu do Design de Londres, publicou um livro intitulado Ugly, The Aesthetics Of Everything. O tema é fascinante mas, como não podia deixar de ser, parece mais um livro de perguntas do que de respostas. O conceito de feiura existe porque existe a beleza. O próprio título no entanto sugere que a fealdade é quantitativamente superior ao seu oposto. Ainda não li o livro, mas atrevo-me a fazer também algumas perguntas. Como podemos chamar àquilo que é normal ou habitual? Falo do que não causa em nós nem o espanto da coisa bela nem a repugnância da coisa horrível. A normalidade, o habitual não é nem feio nem belo? Dir-se-ia que só o que nos surpreende, para o bem ou para o mal, tem o direito de exigir uma opinião ou uma decisão subjectiva. Numa entrevista, Bayley diz que o avião bombardeiro B52 é belo. E pergunta se deve excluí-lo por causa da sua função, que é bombardear. Boa pergunta. Uma espada só pode ser feia?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 15-11-13

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publicado às 19:50

So hot right now

por Carla Hilário Quevedo, em 18.11.13

Ikea accused of hiring detectives to spy on dissatisfied customers in France

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publicado às 19:53

Por falar em IKEA

por Carla Hilário Quevedo, em 17.11.13

Uma das amantes do treinador Sven-Goran Eriksson veio a público dizer o seguinte sobre ele: "Sex with Sven was as ordered and functional as an Ikea instruction manual. Putting together a Billy bookcase would have probably left me more satisfied". Está tudo normal aqui. A mulher está despeitada e faz uma declaração venenosa, com alguma graça, em público sobre o ex-amante. 

 

Como penso que a blogosfera deve ser didáctica, num momento em que vemos homens a fazer declarações inaceitáveis sobre mulheres, nomeadamente sobre as ex-mulheres, é importante referir que o despeito em público não é um direito masculino. Na história da Humanidade nunca foi e há razões para isso. Podem chamar-me reaccionária, mas mesmo que nos tornemos todos iguaizinhos, meio amorfos, um homem não se queixa da mulher em público. 

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publicado às 18:00

Assuntos de bricolage

por Carla Hilário Quevedo, em 17.11.13
Harlem Shake num IKEA algures

 

A partir do que imagino ter sido a revolução sexual dos anos sessenta, os casais começaram a discutir sobre a divisão das tarefas domésticas. O homem parece que não “ajudava” em casa, como ainda não "ajuda" na maior parte dos lares dos países subdesenvolvidos como o nosso. Nesses lares em que se fala em "ajuda" à mulher, que, como sabemos, por causa da sua forma anatómica, dos níveis de estrogénio e de uma história de milhares de anos que a remeteram "naturalmente" para a chatice das lides domésticas, não se fala de bricolage. Noutros lares, mais urbanos e neuróticos, as discussões conjugais são causadas por idas ao IKEA e por tentativas falhadas de montagens de móveis a dois.

 

Aconteceu há dias na Suécia, num local não identificado pela Time, a polícia ter sido chamada à uma da manhã por causa de desacatos num apartamento. A causa da discussão conjugal parece ter sido a montagem de um móvel do IKEA a horas tardias, à qual se juntou o choro de uma criança acordada pelo comportamento irracional dos pais. Qualquer casal sabe que montar um móvel do IKEA é um risco que deve ser corrido apenas por uma pessoa, completamente sozinha em casa, de preferência de manhã, para ter o resto do dia para recuperar do trauma. Começar a montar um móvel depois do jantar em família é meio caminho andado para o divórcio. Talvez estas discussões façam parte do processo de igualdade no casal. Têm os dois voto na matéria quando se trata de parafusos. O departamento de carpintaria, antes ocupado pela parte masculina do casal, porque, como sabemos, há uma relação directa entre os níveis de testosterona e o talento para a bricolage, conta agora com a presença opinativa da mulher. Mas, na verdade, o problema conjugal começa antes da montagem do móvel. Começa na ida ao IKEA e na escolha da mobília.

 

Num dos episódios mais divertidos de 30 Rock, Liz Lemon (Tina Fey) e o namorado Criss (James Mardsen) decidem festejar o dia de São Valentim, mas para isso precisam de comprar um mesa de jantar. Liz tem a consciência perfeita de que a ida ao IKEA pode acabar com o namoro. À entrada da loja, pergunta ao namorado se compreende as consequências daquela decisão. Ao mesmo tempo, um casal de idade tem uma discussão feroz sobre cortinados e o receio aumenta. Há um teste ao relacionamento que está prestes a acontecer. Depois de entrar naquele depósito de tralha pronta a montar, a vida pode não ser a mesma. Como se o divórcio estivesse à espreita à entrada da loja e esfregasse as mãozinhas de satisfação sempre que visse um jovem casal cheio de sonhos para a casa nova.

 

A solução é, como em tanta coisa na vida, mais fácil do que parece. No caso daquelas pessoas (não vou dizer nomes) que fazem de uma ida ao IKEA uma viagem à Disneylândia (inclui deitar-se nas camas, sentar-se nos sofás e nas cadeiras e, sobretudo, em apalpar tudo quanto é mesa, lençol e peluche), o melhor é ter um parceiro à altura. Se não estiver para aí virado, o melhor que há a fazer é ligar às amigas com a mesma orientação festiva. Quanto à montagem, a decisão sábia consiste em gastar 15 ou 40 euros. Uma pechincha se compararmos com as dores de cabeça que uma ida a uma loja pode trazer.

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 16/17-11-13.

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publicado às 17:46

Back to Lily Allen

por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.13

Sometimes it’s hard to find the words to say
I'll go ahead and say them anyway
Forget your balls and grow a pair of tits
It's hard, it's hard, it's hard out here for a bitch

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publicado às 10:58

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.13
Virginia Johnson aka Lizzy Caplan

  

... Virginia Johnson, "uma mulher mágica", nas palavras do ex-marido, é a melhor personagem feminina de sempre em séries de televisão. Quando se descreve Cleópatra como uma mulher diferente, inteligente, companheira e sedutora, afinal de quem se estava a falar era de Virginia Johnson. Nada como o futuro para esclarecer o passado.

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publicado às 10:41

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