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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.13

Marilyn Monroe

 

... durante o ano que hoje termina, desenvolvi uma intolerância à incapacidade de comparar. As comparações de acontecimentos, de pessoas, exigem que se tenha um sentido de justiça apurado, além de talento literário, o que é difícil de encontrar. Não é que compare melhor, mas dou por mim a irritar-me com comparações entre alhos e bugalhos (quase todas) e a pensar bem em semelhanças e diferenças quando comparo. Não é uma novidade na minha vida, mas agora assumo-a. Acabo ainda o ano distante dos que desconfiam do que há de bom, saudável e alegre neste mundo. E a ouvir esta versão do tema otovérmico do ano. Like the legend of the phoenix, all ends with beginnings, pois claro. Feliz 2014!

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publicado às 09:15

2013

por Carla Hilário Quevedo, em 30.12.13

Uma rapariga: Malala Yousafzai.

Um rapaz: Papa Francisco.

Best Twitter: @NeinQuarterly.

Mais no Twitter: @TinyNietzsche, @DMendelsohn1960, @HistoricalPics, @Scholiast.

Momento no Twitter: quando o Nein bloqueou a Joyce Carol Oates.

Hashtag: #superquerido, do @almaradona.

No Facebook: Ana Cristina Leonardo.

Um blogue: Depressão Colectiva.

Um programa de televisão português: Ponto/Contraponto.

O regresso: Manuela Moura Guedes, excelente no Quem Quer Ser Milionário

Melhor publicação online estrangeira: Aeon Magazine.

Melhor publicação online portuguesa: Forma de Vida.

Duas séries: Masters of Sex e The Americans.

Masculino: Sherlock Holmes, Dexter Morgan.

Feminino: Virginia Johnson, Elizabeth Jennings.

Diferenças de género no Tema do Ano: "She's up all night for good fun, I'm up all night to get lucky".

Best Live: Justin Timberlake ft. Jay-Z, Suit & Tie, no SNL e Beyoncé, Grown Woman, Chime for Change

Vídeo extraordinário: 24hoursofhappy.com

Verso pimba em inglês: "You a sexy lady, but you walk around here like you wanna be someone else".

Best season: o Verão, tão bom.

Dois filmes: Django Unchained, de Quentin Tarantino e The Hunt, de Thomas Viterberg.

Um livro: Confronting the Classics, Mary Beard.

Um electrodoméstico: o iPad Mini.

Um quadro bom para ver no iPad: Boda campestre, Jan Brueghel, o Velho.

App para iPad: The Times Literary Supplement.

App para iPhone: Evernote.

Duas bebidas: Jameson Select Reserve Small Batch e água das pedras, sempre.

Dois restaurantes: Salsa e Coentros e o nosso sítio. 

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publicado às 18:38

Coisas que melhoram algumas vidas (139)

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.13

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publicado às 18:00

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.13

Anna Karina, bem acompanhada

 

... fiquei a pensar que posso ter dado a ideia de estar contra a actividade nobre de descrever situações e falar sobre os outros, de preferência mortos há muito, e assim nos descrevermos a nós, as nossas expectativas, os nossos desejos e receios. Não era nada disso, como é evidente. Penso apenas que tudo depende de quem fala e sobre quem fala. Um clássico, na verdade.

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publicado às 10:33

Welcome to Portugal

por Carla Hilário Quevedo, em 26.12.13

 

A ideia dos Gato Fedorento de contratar 'um jagunço estrangeiro' para 'dar uma coça' no primeiro-ministro português é uma maravilha que devia ser premiada. A imaginação, o desrespeito, o talento, a liberdade e, ainda por cima, o inglês correcto são características que não encontramos facilmente reunidas em quatro pessoas. O apelo à violência foi ternurento. Foi de tal maneira carinhoso que esvaziou uma conversa sobre 'pauladas' que tem vindo tristemente a ganhar terreno. A 'violência' de contratar o brutamontes Steven Seagal para 'dar uma coça' a Passos Coelho porque 'roubou a pensão da minha avó', fazer uma campanha para dar 'um banano' em Paulo Portas e recorrer ao produto nacional, o Marco do Big Brother, para sovar os outros ministros é de uma doçura e graça libertadoras. Só tenho pena de o sketch ter sido tão curto e de não termos os Gato Fedorento todos os dias na televisão a resgatar-nos do tédio medonho em que tudo isto se tornou.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-12-13

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publicado às 18:26

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.12.13
Grace Kelly

 

... a pensar que todos os anos, com mais ou menos crise, vejo gente indignada com o dinheiro gasto em presentes de Natal, que não entende que a gratidão também se exprime por dar presentes, tralha, coisas, àqueles de quem gostamos. Não é uma necessidade de vida ou morte, mas dá prazer (muito importante) e apazigua a ansiedade saudável de mostrar reconhecimento, amizade, amor. É muitas vezes um gesto, quando sabemos que o valor do presente não traduz nem de longe o que sentimos por aquela pessoa. Mas (ainda) não dá para oferecer um Matisse ou um Courbet. Perder a cabeça no Natal é, por isso, uma actividade que se recomenda. Além do mais, a economia, coitada, ao menos anima nestes dias. Felizmente para mim, não sou a única na família a pensar assim.

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publicado às 10:08

26:10 de Frank Sinatra e Bing Crosby

por Carla Hilário Quevedo, em 24.12.13

"I feel very expensive this season", diz Bing Crosby aos 3:06. Nem mais!

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publicado às 09:47

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.12.13

Ava Gardner

 

... chegou o Natal e a tempestade invernosa de chuva, frio e vento, uma combinação meteorológica desagradável num ano em que o meu mote preferido, spend and let spend, sofreu abalos na primeira parte da equação. Viva o consumismo natalício! Feliz Natal a todos.

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publicado às 09:32

Waiting for Elmo

por Carla Hilário Quevedo, em 22.12.13

"I understand Oklahoma!"

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publicado às 19:16

O meu reino por uma app

por Carla Hilário Quevedo, em 22.12.13
App InstaEffects com filtro Dean e autocolante

 

Quando há dias se falou de cozinhados natalícios, alguém sugeriu que devia haver uma app para saber quando é que o peru está pronto. Não sei se deva introduzir a questão, mas a partir de que momento começámos a comer peru no Natal? Mas voltemos ao que interessa. Com a app do peru, bastaria abrir o forno, aproximar o iPhone a uma distância segura, e logo a máquina dizia quanto tempo ainda faltava para o bicho estar no ponto. A ideia não parece tão estapafúrdia quanto o famoso iToilet, imaginado por George Costanza, na série Seinfeld, que usaria o GPS para indicar as casas de banho limpas próximas em qualquer parte do mundo. Curiosamente é a iToilet que existe, mas só se pode usar em São Paulo. Há uma iToiletFinder, mas temos de ir à Nova Zelândia.

 

A app do peru, exoticamente imaginada por geeks portugueses, terá de ter em conta o mesmo mecanismo de catalogação que existe noutras aplicações, e assim incluir inúmeras variantes de peso e tamanho de perus. Talvez tudo se resuma, porém, a um cronómetro mais sofisticado com um aspecto shazamesco, mas que não passa de uma versão da app Cookit (0,89€), que tem a vantagem de nos permitir controlar vários tempos de cozedura ao mesmo tempo. Seja como for, a ideia de aproximar o telefone do que nos interessa e deste modo preguiçoso obtermos a informação que queremos fascina-me tanto quanto um truque de cartas impressiona uma criança. E porquê parar nos perus? Porque não inventar um Shazam das emoções humanas, por exemplo? No dia do lançamento da iLie, um detector de mentiras incorporado no telefone, até os fanáticos da transparência vão querer falar de privacidade.

 

Mas até lá falemos de coisas boas. Duas, que entretanto descobri e que ando a explorar com entusiasmo. Uma é a app do Times Literary Supplement e a outra é a app do Barrington Atlas of the Greek and Roman World, ambas concebidas para o iPad. Sobre a primeira, chamo a atenção para a excelente ideia do TLS por ocasião do seu lançamento. Durante o mês de Dezembro, o TLS oferece um iPad por semana à pessoa que melhor resumir a crítica a um livro num tweet de 140 caracteres.

 

É com orgulho que anuncio que na semana passada ganhou Maria José Oliveira, portuguesa, com um tweet delicioso sobre Green Hills of Africa, de Hemingway: "In the tall grass of the savannah, he saw an adjective. He aimed his rifle and shot it. Rain fell." Se quiser participar, não se esqueça de usar a hashtag #TLSAPP. Se tivermos em conta os milhares de participações, o concurso é um sucesso. Se metade tiver assinado uma subscrição do jornal, a ideia terá sido de arromba. Não sei os números, mas fui uma das novas assinantes. A app tem as imagens que faltavam na versão Kindle e junta a cada crítica uma etiqueta delicada, com pormenores de preço, etc., do livro recenseado. Daqui até haver um link demoníaco para a Amazon é um passinho.

 

A outra app é dirigida a alunos e professores de Humanidades, aos que gostam de mapas e àqueles que querem ver por onde certas pessoas andavam em tempos antigos. Chama-se Barrington Atlas of the Greek and Roman World e merece os 17,99€ que custa. É uma obra colossal da Princeton University Press, onde tenciono passar o Natal e o fim de ano. Não tenham pena de mim.

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i.

 

AdendaHá mais um vencedor português no concurso do #TLSAPP! É o Sérgio Gouveia com o tweet: "‏Don Quixote, Cervantes – Nobody expects the Spanish metafiction." Hip, hip, hurray!

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publicado às 19:11

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