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BFF imaginário

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13

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publicado às 18:39

É isto

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13

"O mau espírito da derrota é irmão da tentação de separar prematuramente o trigo do joio, resultado de uma desconfiança ansiosa e egocêntrica", Papa Francisco. Final do ponto 85 de um texto que merece ser lido na íntegra.

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publicado às 17:31

Papa Francisco, outra vez

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13
App CameraBag com filtro Helga

 

Todos os dias temos algo a dizer sobre o Papa Francisco. Isto acontece por uma razão simples: o Sumo Pontífice não é adepto do recolhimento, do silêncio nem da solidão. O Papa, este em particular, está virado para fora, para os outros, para um mundo que vive um momento talvez não muito diferente de outros igualmente graves, mas que tem a particularidade de ser aquele em que vivemos. O Papa e nós somos contemporâneos num momento que parece ser de viragem no mundo, mas que parece ainda nebuloso e indefinido, como qualquer tempo que nos está demasiado próximo.

 

O Papa Francisco tem sido de certa maneira "usado" pela esquerda em Portugal como uma voz inesperada que confirma uma ideologia. Assistimos nos últimos dias à loucura generalizada com a sua absolutamente previsível condenação do capitalismo. De repente, foi como se Francisco e Mário fossem a mesma pessoa, quando qualquer católico sabe que a exploração das pessoas, o endeusamento do dinheiro, a ideia de que existem seres humanos descartáveis, como o Papa tão bem caracterizou numa entrevista a um canal de televisão argentino, são questões que estão ou devem estar no centro da sua existência. É certo que o capitalismo tirou milhões de pessoas da miséria, mas a falta de regulação do sistema, as crises financeiras e o desemprego revelaram que os homens não são santos. Há aspectos positivos nesta ausência generalizada de santidade nos seres humanos, mas quando a ambição deixa de ser um motor de criação para passar a ser um fim sempre impossível de satisfazer na vida das pessoas, está tudo mal. Não é, portanto, por nenhum progressismo que o Papa Francisco, na sua primeira Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, condena um sistema que não oferece oportunidades a todos e que, por isso, exclui milhões de pessoas da possibilidade de terem uma vida digna. São questões demasiado sérias para se esgotarem em qualquer ideologia.

 

Igualmente sério foi o apelo há tempos do Papa para que os fiéis não estivessem obcecados com temas como o aborto ou o casamento gay. A exortação foi recebida pela esquerda como um sinal de "abertura" da Igreja Católica. A questão é, de novo, mais profunda. Coloquemos o problema deste modo: quando já decidimos sobre um assunto, continuamos a falar sobre ele incessantemente? Na maior parte das vezes, não continuamos, precisamente porque houve uma decisão. A Igreja Católica tem uma posição claríssima a respeito do aborto e do casamento gay, não por ter havido uma decisão, mas por se tratar do dogma. O Papa chamou a atenção para a obsessão com questões que não estão abertas à discussão, lembrando a tolerância fundamental da Igreja.

 

De onde vem, então, o desejo tão forte de alguns católicos de julgar o próximo, de lhe apontar o dedo porque pecou? Como descreve o Papa de um modo eloquente: "Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa". Negam a alegria, exigem condições ideais para terem fé. Desconhecem afinal que são "infinitamente amados". Ao escolherem a tristeza, negando espaço à alegria, à confiança pessoal necessária para continuar, estão a recusar a vida.

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 30-11-13

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publicado às 17:20

ft. R. Kelly

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13
Há uma enorme tentação de comparar Lady Gaga a Madonna, tal como foi durante anos comparar qualquer Britney, Christina ou Miley com alguém que ainda não teve um par à altura para se fazer uma comparação decente. Por exemplo, Lady Gaga, nesta apresentação ao vivo, sobe atabalhoadamente a uma mesa aos 1:43. Não cai porque avança como um tractor por ali fora. Há diferenças substanciais entre temerários e prudentes. Para começar, a prudência é mais elegante.

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publicado às 11:53

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13

Despicable Me 2 (uma absoluta maravilha, e agora percebo melhor a ideia disto). The Iceman (Ray Liotta e Michael Shannon foram separados à nascença). The Internship (insuportavelmente mau).

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publicado às 11:45

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 01.12.13
Joan Watson aka Lucy Liu, bem acompanhada

 

... a segunda temporada de Elementary é superior à primeira. Vê-se a mudança nos diálogos, que passaram a ser muito bons, em vez de medianos. Faz toda a diferença. Não é tanto o caso nem a sua resolução que me interessam, mas as personagens, como reflectem e o que dizem. A história acaba por ser secundária. A terceira temporada de Downton Abbey, por seu lado, teve um momento excelente num dos primeiros episódios. Foi um instante tão bem pensado que se fixou na minha memória. Depois da morte do filho, Mrs Crawley está fechada num luto que a impede de viver. Até que Charles Grigg, anterior parceiro de trabalho de Mr Carson, ex-recluso e doente, chega à vila e não tem onde ficar. A atenta e sábia Mrs Hughes pespega com ele em casa da Mrs Crawley, para que esta se dedique a outra pessoa e assim acorde da tristeza a que sucumbiu. Há muitas razões para ajudar o próximo, umas são melhores, mais nobres do que outras, sobretudo  menos egoístas e alegres. Mas ajudar o próximo para se salvar de si próprio também não me parece menos importante.

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publicado às 10:03