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Um dia romântico XVI

por Carla Hilário Quevedo, em 14.01.14

Letra de Oscar Hammerstein II, música de Jerome Kern, vozinha de Ava Gardner.

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publicado às 18:37

Disparates que distraem

por Carla Hilário Quevedo, em 14.01.14

Correu o boato de que Kim Jong-un executara o tio de uma forma especialmente cruel, atirando-o às mandíbulas de 120 cães. Porém, a história não foi confirmada, nem pelos jornais sensacionalistas da Coreia do Sul. A ideia que temos da Coreia do Norte permite-nos no entanto acreditar que isto é possível. A Coreia do Norte é o mais parecido que temos com a memória do planeta Mongo e do seu líder, o impiedoso imperador Ming, nas aventuras de Flash Gordon. Mas penso que nos devemos controlar. O mal, que é mau em si, não precisa de ser pior para ser condenado. Os exageros levam a que se ridicularize a crueldade e a arbitrariedade dos tiranos e dos seus executores. O ridículo faz-nos sorrir. E o só facto de sorrirmos distancia-nos dos pesadelos que se vivem por tantas zonas do globo. Os 120 cães de Kim Jong-un podem não ser verdadeiros, mas também podem ser uma possibilidade com o objectivo de espalhar o terror. São, acima de tudo, uma distracção.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-1-14

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publicado às 13:59

Grandolada

por Carla Hilário Quevedo, em 14.01.14

Foi com surpresa que soube do resultado da eleição da 'Palavra do Ano', uma iniciativa da Porto Editora. A palavra eleita pelos cibernautas entre várias, como 'grandolada' ou 'irrevogável', foi 'bombeiro'. Gostaria de manifestar o meu desagrado com a escolha. Entendo que se trate de uma homenagem aos bombeiros na sua luta injusta contra fogos evitáveis. Mas havia uma palavra melhor na lista. Falo precisamente de 'grandolada', um neologismo que define o acto de se manifestar contra o Governo cantando o célebre 'Grândola, Vila Morena'. Admito que gosto mais da palavra do que do acto, até porque assistimos a assassínios do tema. Recordo, sem saudade, o desafinanço de Miguel Relvas, a querer acompanhar 'a malta'. Mas 'grandolada' é uma delícia. Ainda para mais numa língua que resiste a neologismos. Em grego, teria sido declinada em todos os casos. Em inglês, faria já parte do Oxford Dictionary. Por cá, não ligamos ao que é só muito divertido.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-1-14

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publicado às 13:54