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Lucrecia Martel em Lisboa

por Carla Hilário Quevedo, em 05.02.14

 

A realizadora argentina Lucrecia Martel esteve em Lisboa no fim-de-semana passado a participar na mostra de cinema intitulada Harvard na Gulbenkian. No domingo, antes da exibição de La Niña Santa, de 2004, um filme que ainda não tinha tido a oportunidade de ver, Lucrecia Martel fez a apresentação prevenindo logo que não iria desvendar nada da história. A situação, disse, era "mais comum acontecer a uma mulher do que apaixonar-se". Era um caso de "falta de respeito" que acontecia com frequência. A história seria sobre a reacção de "um ser místico" a uma destas situações de "falta de respeito". Sem revelar pormenores, Lucrecia Martel resumiu na perfeição o filme que realizou. Que diferença fazem os autores que sabem falar sobre o seu trabalho. La Niña Santa é um grande filme. Infelizmente, a divulgação da mostra de cinema ficou aquém do que seria desejado, com alterações no programa à última hora e uma promoção demasiado tímida na imprensa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 31-1-14

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publicado às 17:57

Coisas sérias

por Carla Hilário Quevedo, em 05.02.14

Amy Poehler em Harvard.

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publicado às 17:08

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 05.02.14
Emily Blunt

 

... pode ser por causa de uma gripe maldita que me apanhou numa esquina ventosa, mas tenho achado isto tudo entusiasmante. Quanto às praxes, sou agora radicalmente a favor da sua proibição. Comecei hipocritamente moderada e acabo num extremismo reaccionário à solta sem paralelo. Sobre a morte de Philip Seymour Hoffman, fiquei chocada com a notícia. Não sabia da sua adicção, mas isto é como disse o Stephen King no Twitter: "Don't fuck with the White Lady. White Lady always wins". Uma perda tremenda e revoltante; uma injustiça sem posibilidade de redenção. Quanto aos Mirós, só para ver PS e PCP a elogiarem a Christie's penso que já valeu a pena. E quanto à Christie's, iremos assistir daqui para a frente a um conjunto de lamentos sobre que bem os outros sabem fazer as coisas. Não basta a vergonha de termos uma leiloeira a ignorar uma decisão de um tribunal português. Isto tem de ser bem espremido com exercícios de auto-flagelação. A verdade é que tudo isto seria evitável se os quadros tivessem sido expostos. Porquê? Porque é essa, resumidamente, a sua função. Se querem insistir na questão do dinheiro - o que se faz com este argumento? -, porque o contribuinte foi chamado a pagar também por eles. A questão é simples: queremos ver. Se há vários responsáveis no processo? Claro que sim. Se houve oportunismo político? Com certeza. Agora exponham os quadros. Por fim, quanto às acusações feitas a Woody Allen, posso estar enganada, mas não compro nenhum dos Farrow, mãe e filhos. Assim me despeço, por agora, regressando ao meu quotidiano gripal, não sem antes vos deixar com uma entrevista dada por Woody Allen, em 1992

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publicado às 09:39