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Adenda

por Carla Hilário Quevedo, em 31.03.14

What Judaism and Christianity sayeth on Gwyneth, and other angles on conscious uncoupling

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publicado às 20:40

Estado do relacionamento

por Carla Hilário Quevedo, em 30.03.14
App InstaEffects com filtro Keylime

Todos os dias vemos notícias de casais célebres que se divorciam. Mas nem todos os dias se inventam novas maneiras de dizer a palavra “divórcio”. Aconteceu esta semana no anúncio de separação da actriz Gwyneth Paltrow do marido, Chris Martin, vocalista da banda mais chata do mundo, os Coldplay.

 

No seu comunicado à imprensa, Gwyneth Paltrow anunciou que o que se iria passar entre o marido e ela nos dias que se seguiriam seria um “consciously uncoupling”, que traduziria sem hesitações por “descontinuidade conjugal consciente”. Sabemos que precisamos de mais palavras em português para descrever o que é dito sucintamente em inglês, daí a expressão mais longa. Ou seja, não estamos perante um divórcio, situação tantas vezes traumatizante, que se traduz por “break up”, o que indica um corte irremediável, uma quebra de laços maritais que não pode deixar de vir acompanhada de dramatismo. Se estivermos, pelo contrário, perante uma asséptica “descontinuidade conjugal”, que ainda por cima é “consciente”, quase podemos respirar de alívio, quem sabe se até fazer uma festa com os amigos vestidos de branco, na praia, com flores na cabeça. A descontinuação é suave como a brisa estival da manhã e não aborrece ninguém. Não há motivos para arrancar os cabelos. É que nem sequer estamos perante uma “interrupção conjugal consciente”. Nesse caso, seria justo deduzir que haveria uma hipótese de “reconciliação”, ou melhor, de “recuperação marital”. A “descontinuidade” que acontece aos nossos batons preferidos é um termo mais preciso para descrever o que não tem remendo nem cura, nem volta a dar, nem ponta por onde se lhe pegue.

 

A descontinuidade da relação conjugal de Gwyneth Paltrow e Chris Martin, que não se divorciam, é preciso adicionar, como o descontrolado comum dos mortais, não é, obviamente, irresponsável. A actriz acrescentou no seu comunicado que o casal descontinuado não se furtará ao exercício da “co-parentalidade”, também ela, como é evidente, consciente. Gwyneth Paltrow não é bem mãe: é co-parente. Chris Martin não é bem pai: é co-pai. Ora se é assim, do ponto de vista dos filhos, que, digam o que disserem, é sempre mais interessante, há espaço para uma relação quase de orfandade, o que poderá ser benéfica para a saúde mental das crianças, tendo em conta as preocupações do casal descontinuado em causa, por muito consciente que seja.

 

A Slate entretanto não perdeu tempo e criou um widget que torna qualquer comum “solteiro”, “casado”, “divorciado” ou “viúvo” numa tentativa de preencher o “não sabe/não responde” do relacionamento amoroso. Basta indicar o seu estado civil para passar a saber o estado do seu relacionamento. Segundo Gwyneth Paltrow, não é “solteiro”, é “profundamente solitário”. Também não é “viúvo”, mas “magnanimamente emancipado”.

 

Com tudo isto, Gwyneth Paltrow só nos quis dizer que não tem pena de ver Chris Martin pelas costas, e vice-versa. Não houve lágrimas, nem drama, nem cenas, logo não houve realmente “divórcio”. Está tudo mais que explicado.   

 

Publicado na edição de fim-de-semana do i, 29/30-3-14.

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publicado às 19:33

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 30.03.14

The Hunger Games: Catching Fire (ah, isto sim, é televisão). Frozen (simpático, para meninas).  

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publicado às 19:28

O que vocês querem sei eu

por Carla Hilário Quevedo, em 27.03.14

Competition: win a Game of Thrones 'throne'

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publicado às 17:52

Mrs Carter

por Carla Hilário Quevedo, em 27.03.14

Let me sit this aaaaaaass on you,

show you how I feel.

 

Não vi e adorei, adorei, adorei.

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publicado às 17:46

Caros tribunais...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.03.14

... de todas as instâncias do país e arredores, venho, por este meio, solicitar o perdão do pagamento de duas multas de estacionamento, uma no valor de 30 euros e outra no valor de 60. Apresento três razões por que solicito o perdão das multas e não arrasto o assunto pelos tribunais até chegar o dia da prescrição das mesmas, seguindo os nobres exemplos de Jardim Gonçalves, João Rendeiro e Oliveira e Costa. Primeiro, não é preciso ser um génio para perceber que uma pessoa que Vos escreve por causa de 90 euros também não está disponível para contratar advogados para arrastar o caso indefinidamente. Segundo, ao contrário dos três cavalheiros que mencionei, não tenho tempo para prescrições. Só pessoas de uma certa idade não têm pressa na vida. Por último, a possibilidade de haver prescrições de multas de milhões de euros dificulta bastante a V. recusa. Entenderei o V. silêncio como um sinal de aprovação ao meu pedido. Cordialmente, Carla Quevedo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-3-14

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publicado às 18:10

Impressões verdadeiras

por Carla Hilário Quevedo, em 26.03.14

Há dias fui acusada de ter feito uma crítica aos críticos de Kim Novak. A acusação tinha como fundamento uma verdade não escrita de o exercício de criticar quem critica ser irrelevante. Fiquei a pensar nesta crítica à minha crítica aos críticos e não fui capaz de lhe atribuir nenhum sentido, pelo que concluo que se trata de uma impressão como qualquer outra, verdadeira e relevante como são as impressões, além de incorrigível também ela enquanto tal, como a minha impressão e as que a provocaram. Há um ponto sobre impressões em que todos temos razão e essa razão está no que nos toca a nós e só a nós, por mais que seja comum à humanidade, que é. Não há engano no que sentimos. Por exemplo, Donald Trump reagiu à aparição da super-operada Kim Novak com o seguinte tweet: “Devia demitir o cirurgião plástico”. É verdade. Depois houve quem lhe dissesse: “Olha lá, e se te metesses na tua vida?”. Também é verdade. E depois: “Não ligues ao Trump”. Também.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-3-14

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publicado às 18:06

PUB

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.14

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publicado às 19:43

Melhor cartoon de sempre

por Carla Hilário Quevedo, em 24.03.14

Edward Steed, na revista The New Yorker

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publicado às 19:43

My idea of fun

por Carla Hilário Quevedo, em 23.03.14

'Theon Greyjoy as Beaker: Abused, ill-fated, and ginger-headed, the panicky Muppet lab assistant and youngest son of Lord Balon Greyjoy are long-suffering figures who attract nothing but trouble.' Se os Muppets fossem personagens de Game of Thrones, no Flavorwire

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publicado às 11:37

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