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A trança de Timochenko

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.14

A libertação de Iulia Timochenko, antiga primeira-ministra da Ucrânia, presa e acusada de corrupção em 2001, foi um momento importante na quase guerra civil a que assistimos pela televisão. A situação é tão confusa que me vou concentrar no mais importante: naquela trança. A Forbes conta que a ideia de transformar Timochenko numa loura de trança campestre foi de assessores de imagem apostados em fazer uma mudança radical numa morena associada a negócios de energia. A trança era popular nas camadas mais baixas e dava a ideia de uma coroa. Ou de uma aura. Timochenko passou a vestir cores alegres e o cabelo assim penteado ficou até à data da sua libertação. Espero que se mantenha porque é uma ruína de feminilidade que importa conservar. A simples bandolete, substituição proletária da tiara, ou o próprio diadema, objecto de luxo incompreendido, não são soluções tão eficazes para mostrar o poder de uma mulher quanto um penteado que dá trabalho.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-2-14

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publicado às 19:20

And the Oscar goes to...

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.14

Na Red Carpet este ano houve dois vestidos no meio de um desfile maçador de rosa claro e bege: o Custom Prada fluído da belíssima Lupita Nyong'o e o Dior Haute Couture de cair da semi-deusa Charlize Theron. Para compensar a falta de vestidos espectaculares, tivemos quatro discursos de agradecimento memoráveis: o de Jared Leto, o de Lupita Nyong'o, o de Cate Blanchett e, por fim, o de Matthew McConaughey, tão descaradamente americano, que adorei. Uma grandessíssima salva de palmas a todos!

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publicado às 18:49