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Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.14

Comme Un Chef (muito divertido). The Conjuring (longo e demasiado violento).

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publicado às 19:06

Bomba-correio

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.14

A propósito desta citação de Fernando Pessoa e do meu comentário, Hugo Carreira fez-me a seguinte pergunta: "Nova Iorque (a capital cultural e financeira dos Romanos de hoje) também está quase na latitude de Lisboa. E como pode o sermos "capazes só de obter a proporção fora da lei" ser um elogio?" O eixo Atenas-Lisboa-Nova Iorque faria provavelmente sentido para Pessoa, uma vez que "Nova Iorque" é o caso perfeito da liberdade "da pressão do Estado e da sociedade", em que o indivíduo pode crescer e viver com a possibilidade de escolha ao seu alcance, num sistema legal que o protege e não o oprime. Lisboa e Atenas, os helénicos, para obterem a "proporção" (aqui a referência será a Aristóteles e à teoria do meio) necessária à liberdade (e a proporção, ou a moral, é imprescindível para que não nos matemos uns aos outros, por exemplo), têm de se emancipar de um Estado opressivo e dos constrangimentos de leis tantas vezes hostis à liberdade individual. O que me parece que Pessoa está a dizer é que acredita em capacidades que os portugueses têm vindo a negar ao longo de séculos, talvez porque a emancipação do indivíduo não convenha ao Estado. Também não convém a muitos indivíduos, é certo. O que aconteceria em Portugal se um dia as pessoas percebessem que podem fazer o que querem da sua vida? Como em Nova Iorque? Ora aí está uma experiência social que não me importava nada de fazer.

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publicado às 18:27

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.14
Anna Karina

... houve duas polémicas feias esta semana. A primeira envolve Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura, na entrega do prémio APE pelo romance E a Noite Roda a Alexandra Lucas Coelho. Não faço ideia do que será estar sentado numa plateia a ouvir um discurso crítico ao governo a que pertenço, mas imagino o que seria a minha reacção pública num caso parecido. No fim do discurso crítico, dirigir-me-ia ao premiado, que cumprimentaria com um "parabéns e boa sorte" e nem mais uma palavra. Barreto Xavier resolveu ficar ofendido e tomar as dores do governo, que interessante, e teceu considerações sobre as críticas de Lucas Coelho, como se fosse mais do que o seu cargo, que consiste, lembro, em representar e servir o Estado. Desde o caso dos Miró que percebemos que Barreto Xavier não tem perfil para ocupar nenhum cargo público de relevância e, neste caso, tenho pena que Passos Coelho não seja mais parecido com Salazar. O segundo desastre vem de Assunção Esteves, que respondeu com falsa ligeireza que o problema de os militares irem às comemorações do 25 de Abril e não discursarem é deles. Bem sei que vivemos numa época em que a frontalidade é valorizada, mas, de novo, não da parte de altos funcionários do Estado. Sou das pessoas que não tem o menor interesse em ouvir nada do que os Capitães de Abril têm para dizer. Mas quem é que quer ouvir a tropa? Está tudo doido? Preferia, no entanto, que Assunção Esteves tivesse tido mais calma, mais distanciamento, a resolver este assunto, tão fácil de solucionar. O País, sabêmo-lo, é lindo. Mas tão cansativo... 

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publicado às 10:38