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¡Viva el Rey!

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.14

A abdicação do Rei Juan Carlos já era esperada, não apenas por causa do seu estado de saúde, que tornava cada compromisso público uma verdadeira tortura física, mas também por circunstâncias pessoais. A famosa história da caça ao elefante despertou o amor pelos animais num país de corridas de touros. As indiscrições extraconjugais ofendiam uma opinião pública, que via a Rainha Sofia como uma santa. O escândalo financeiro da infanta Cristina e do marido Urdangarín manchava um reinado feito com responsabilidade e honestidade e a popularidade do herdeiro começava a fazer sombra a um Rei cada vez mais impopular. Foi uma decisão sensata, digna de um bom Rei. Apesar das más línguas, Juan Carlos faz parte da história democrática espanhola, contrariando os maus augúrios aquando da sua entronização. Por mim, que gostei dele, guardarei a lembrança de ter dito o que muitos não se atreveram a dizer ao insuportável Hugo Chávez: ‘¿Porqué no te callas?’. Memorável.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-6-14

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publicado às 19:22

Preconceitos

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.14

O resgate do sargento Bowe Bergdahl em troca de cinco líderes talibãs presos em Guantánamo é o mais parecido com a série Homeland e o inesquecível Nicholas Brody a que já assistimos. Não sei quem disse que a realidade imita a ficção, mas disse muito bem. Porém, o antecedente ficcional não ajuda Bergdahl. Para começar, o seu desaparecimento não é claro. Há quem diga que desertou. Outros dizem que foi sequestrado. Comentam que quase esqueceu a sua língua materna, mas que fala afegão e um dialecto da região. Isto não me perturba. Conheço pessoas que falam com sotaque ou salpicam as conversas com termos aprendidos em quinze dias de férias no estrangeiro. O problema de Bergdhal não é esse. O mais difícil vai ser lutar contra os preconceitos criados pela série. Espero que alguém lhe explique ou que o obriguem a ver as temporadas de Homeland para não cometer os mesmos erros de Brody. Ou para processar a produtora Showtime por lhe estragar os planos.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-6-14

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publicado às 19:02

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.06.14

Angelina Jolie

 

... é difícil haver pior casting do que Angelina Jolie como Olímpia, mãe de Alexandre, no filme de Oliver Stone. Se compararmos maus castings, Russell Crowe em Les Miserables (cf. Modern Family) até parece uma escolha razoável. Isto porque hoje é lembrada a morte de Alexandre, o Grande, envolta em mistério e dúvidas. A data será também provável, 11 de Junho de 323 a.C. Mas ninguém se entende sobre as causas. Há um bom artigo sobre o tema na History Today.  

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publicado às 09:39