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Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 25.06.14

Philomena (Steve Coogan faz sempre bem de arrogante). The Monuments Men (surpreendentemente mau, diálogos péssimos).

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publicado às 19:36

A luta continua

por Carla Hilário Quevedo, em 25.06.14

Tim Parks, escritor inglês que vive em Itália, escreveu no blogue do New York Review of Books sobre as dificuldades de ler nos dias de hoje. Dá para isso alguns exemplos de frases gramaticalmente complexas, que exigem conhecimentos prévios, escritas por Dickens, Faulkner e Henry Green, autores que não podem ser considerados ‘difíceis’, mas que se foram tornando incompreensíveis. No fundo, Parks fala sobre o modo como líamos antes das modificações brutais que a tecnologia introduziu nas nossas vidas. Até concordo com o que diz. No entanto, acredito que os leitores, no que é essencial, não mudaram assim tanto como Parks sugere. Ser um leitor exige o interesse, ou se quiserem o amor, por outras vidas, outras pessoas, outras circunstâncias. O leitor actual terá mais tentações de se distrair, mais estímulos para ser desviado da leitura. Mas isso sempre aconteceu. Ler é uma actividade que só pode ser realizada por amadores ou curiosos tenazes e incorruptíveis.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-6-14

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publicado às 19:27

Feira popular

por Carla Hilário Quevedo, em 25.06.14

Por uma razão qualquer que me escapa, a palavra ‘competitivo’ prevê quase sempre uma diminuição de qualidade para conseguir chegar a mais pessoas. Não é preciso ser tão bom, desde que chegue a mais gente e, por consequência, se venda mais. A expectativa está baseada no preconceito de que o público é estúpido e que por isso não deve ser alimentado a caviar. Não reconheceria o valor daquilo a que estaria a ser sujeito. O que é popular passou a ser tudo o que é mau, mesmo para padrões que se julgam baixos do público. Isto para dizer que a Feira do Livro atingiu um ponto demasiado popularucho este ano, com um ecrã gigante instalado em pleno Parque Eduardo VII, onde se gritava por golos. Além disso, havia quase mais barracas de comida e bebida do que de livros. O problema de querer muito chamar gente é descaracterizar um evento cujo primeiro objectivo é vender livros mais baratos aos leitores. Esta descaracterização tem um preço alto a médio prazo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-6-14

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publicado às 19:13