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Amanhã vai ser pior

por Carla Hilário Quevedo, em 17.09.14

Penso que os portugueses aceitariam o pessimismo como característica nacional predominante. Mas para surpresa de muitos, devo anunciar que não somos o povo mais pessimista do mundo. Estar à espera do pior, lidar com a dor imaginária ou real, lembrar os piores dias da nossa vida e esquecer depressa o dia de ontem, quando tudo correu às mil maravilhas, não são provas da nossa portugalidade mas da nossa humanidade. Jacob Burak, na Aeon Magazine, afirma que estamos preparados para sentir a dor, mas não para a ausência dela. Esta capacidade para encontrarmos a natureza negativa da realidade pode ser uma defesa inconsciente e também uma forma de derrotismo ou resignação dócil a este vale de lágrimas em que fomos condenados a viver. A solução é simples mas de difícil execução: convencermo-nos de que nem tudo é tão mau como parece e que nem tudo acaba inevitavelmente por melhorar. Aceitemos, por fim, que o optimismo é na verdade uma perturbação mental. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 12-9-14

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publicado às 19:57

My idea of fun

por Carla Hilário Quevedo, em 17.09.14

O pit bull Jimmy Choo é a estrela numa reportagem original a ver no Bored Panda.

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publicado às 19:53

Lembrem-se, filhos

por Carla Hilário Quevedo, em 17.09.14

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publicado às 19:49