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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.09.14
Virginia Johnson aka Lizzy Caplan

 

... estrearam várias séries de merda, pardon my French. Uma coisa chamada Motive, outra, delirante, chamada Extant, com a Halle Berry, mais uma chamada The Leftovers, que ao terceiro episódio ainda não se fez entender. Estreou também Silicon Valley, engraçada, mas entediante como são as histórias protagonizadas por nerds: tudo aquilo tem o limite do nerd, coitado, confrontado com a normalidade que não é capaz de entender. Cansou ao segundo episódio. Resta a segunda temporada de The Bridge, que é excelente e que tem a Franka Potente a fazer de vilã. Mas a verdade é que não ando com disposição para o homicídio. Masters of Sex destaca-se muitíssimo de todas as séries em exibição neste momento. Está cada vez melhor, mais densa, mais delicada. Estamos na fase em que a medicina não é capaz de responder aos problemas, não tem sequer a linguagem necessária para começar a abordá-los. Entra o psicólogo. Mas o problema na terapia é a imprevisibilidade das consequências. Virginia acha que se pode substituir a uma paciente com um trauma de infância e conta ao terapeuta o que aconteceu como se tivesse sido ela, Virginia, a protagonista. Virginia percebe a importância disto no tratamento porque sabe que o sexo está na cabeça, coisa que Masters não quer admitir. Virginia pensa que a terapia consiste numa série de conselhos que depois de adoptados resultam numa cura instantânea, e é por isso irrelevante quem conta a história. Mas as pessoas, lá está, não são todas iguais. 

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publicado às 08:33