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Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 08.11.14

The Double (não é spoilar; é mesmo salvar-vos de uma enorme seca: são todos russos). We're The Millers (muito bom). 

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publicado às 18:25

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 08.11.14

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Sophia Loren

 

... bem. obrigada. Tenho visto por aí o nome de Sophia Loren a ser invocado em vão. Há tempos foi a propósito de uma história pouco explorada, com imenso potencial literário, que acabou transformada em notícia a partir de declarações da própria Loren numa autobiografia. Ou seja, mentiras sobre mentiras. Estou em paz com este carácter inevitável das histórias que contamos sobre as nossas vidas, mas do que gosto mesmo é da sofisticação com que se conta a mentira (i.e. da literatura). Para quê contar, se não houver nenhum esforço? Como diz o Seidel (já trato este homem como se falássemos todos os dias) na terceira parte do poema School Days: "I don't believe in autobiography" e compara com a pornografia. Tem razão, o que é estranho dizer sobre um poema. Mas voltando à história do pedido de casamento e tentativa de sedução de Cary Grant, só tenho a dizer que entre Carlo Ponti e Cary Grant, Loren fez a escolha certa. Faltou dizer que Ponti fez dela aquilo que era: uma mulher. Foi ele que a descobriu num concurso de beleza, em que ficou, creio, em segundo lugar e foi com um filme produzido por Ponti que Loren ganhou um Óscar. Para aqueles e aquelas que têm dúvidas, isto é um homem. Loren pode contar três séculos depois que "andava à procura de uma figura paterna", a explicação que dá para ter casado com um homem mais velho, mas a verdade é que o amava. E ao pé de Carlo Ponti, Cary Grant era uma menina.

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publicado às 11:17