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Aos leitores do bomba inteligente desejo um feliz 2015

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.14

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Norman Rockwell, Marble Champion, 1939 

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publicado às 18:54

2014

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.14

The Grand Budapest HotelFrederick Seidel, Elena Ferrante, a biografia das Pankhurst, Becoming Freud, a tradução de Simon Leys dos Anacletos de Confúcio não é deste ano mas só a li este ano: "The Master said: 'A gentleman makes demands on himself; a vulgar man makes demands on others.'" (15.21), The Wallace Collection, Masters of Sex, Governo Sombra, Barca do Inferno, Quadratura do Círculo, Fargo, o primeiro número da Cabide, as Nursery Rhymes no Museu da Música, Edward Steed, Emily Nussbaum, Sarah Silverman, Forma de Vida, Peixaria Centenária, Maria Capaz, Via Verde, o Verão, Let me sit this ass on you, show you how I feel, o referendo na Escócia, o oragotango Sandra, "E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões?", Instagram, Twitter, favoritar.

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publicado às 18:15

Ivan, o Terrível para nomes

por Carla Hilário Quevedo, em 30.12.14

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 Edward Steed para The New Yorker 

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publicado às 22:13

Crime na Catedral

por Carla Hilário Quevedo, em 30.12.14

No blogue da NYRB, Martin Filler narra a surpresa que teve quando passados trinta anos visitou a Catedral de Chartres. Quando entrou, no meio de uma missa com nuvens de incenso e música de órgão, sentiu que havia alguma coisa estranha. Foi a mulher, Rosemarie Haag Bletter, historiadora de arte, que desvendou o mistério.A catedral estava a ser restaurada. O fundo da nave pintado de branco, as colunas outrora austeras também estavam coloridas, a imitar um mármore que nunca existiu. As sacrílegas luzes artificiais realçam o horror de um brilho que nada tem de medieval nem de majestoso. Não sabemos qual era a cor original mas de certeza não era aquela. O mau gosto profanou um local que Filler considerava “um paraíso na terra”. Em 2009, o Ministério da Cultura francês deu início ao restauro que acabará em 2017. O valor gasto? 18,5 milhões de dólares. É sinistro que também em França o património esteja nas mãos de patos bravos e oportunistas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 26-12-14

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publicado às 22:10

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 30.12.14

Keri-Russell-Eric-Guillemain-Malibu-04.jpgKeri Russell

 

... há dias um rapaz que já me fez umas dezenas de pedidos ao longo dos anos para participar em iniciativas que ele organiza fez mais um convite chamando-me "jovem e magra". Há dias encontrei-o na rua e disse-lhe que se tivesse dito isto há mais tempo, seríamos hoje íntimos amigos. Apesar da abordagem excelente, é provável que não aceite mais uma vez, mas o esforço fica registado. Às vezes basta uma palavra doce, como "magra", para amolecer o coração mais empedernido ou aquecer a mente mais gelada. Um grande ano para ti, meu querido Fernando.

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publicado às 09:36

Pessoas não humanas

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.14

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App InstaEffects com filtro Cruz

 

O típico defensor dos direitos dos animais está desiludido com a espécie humana a que pertence. Não estou a falar de si, como é óbvio, nem de mim, só de uma ideia que se faz a partir de pessoas que conhecemos, que adoram os seus bichos mas que aos três minutos de conversa com um conhecido já estão a imaginar que bom seria um mundo em que certas pessoas não existissem. O defensor dos direitos dos animais que não gosta dos humanos porque desiludem, traem, mentem é para mim alguém que defende o que está certo pelas razões erradas. Talvez há uns anos isto fosse um problema para o meu temperamento intransigente. Hoje em dia não é. Não se trata de os fins justificarem os meios, mas de os meios nem sempre serem assim tão condenáveis. Além do mais, tenho compaixão por quem não é capaz de lidar com criaturas da sua espécie. A vida é mais fácil com um cão.

 

A vida é em geral mais fácil com o que não responde, como livros, gatos ou, até há poucas décadas, mulheres. O que não reage não nos faz sofrer nem provoca conflito. Permite pelo contrário que nunca haja desmentidos a respeito do que pensamos sobre o que nada diz. Mas defender que os animais não humanos possam ter direitos por razões egoístas, de vontade de controlo sobre outras espécies, porque são pessoas na medida em que lhes atribuímos certas características parecidas com as nossas, não é justo, apesar de a intenção ser encontrar um equilíbrio entre aquilo que é diferente.

 

Apesar dos radicalismos que tornam a causa pouco compreensível para muitas pessoas, a defesa dos direitos dos animais deve ser um tema crucial para os que não se colocam no centro da existência no mundo. Também para os que entendem que os humanos partilham com os que não são uma condição animal que não pode ser esquecida. E se somos racionais, então isso significa que só os humanos podem ser irracionais, apesar de os não humanos não terem a capacidade de aprender, de se lembrar, de se reconhecerem. Partilhamos ainda a fragilidade, a vulnerabilidade, a dependência. São razões mais que suficientes para defender que os animais não humanos têm direitos.

 

Um tribunal na Argentina partilha das minhas convicções e decidiu na semana passada que um orangotango fêmea tem direito a passar o resto da sua vida ao ar livre e não num jardim zoológico, onde vive há mais de duas décadas. Tive a oportunidade de ver o orangotango Sandra numa viagem a Buenos Aires e fiquei impressionada com o animal, que na altura podia ser visto dentro de uma cela de vidro. Estava isolada porque estava doente, quem sabe se já de stress por ser a única da sua espécie mantida em cativeiro. Os activistas dos direitos dos animais apresentaram um pedido de habeas corpus, ou libertação imediata, para Sandra, por considerarem que o animal é uma pessoa não humana. O tribunal aceitou os argumentos. O zoo tem dez dias para apelar da decisão.

 

Se tudo correr bem, Sandra não passará o resto dos seus dias numa floresta da Sumatra, de onde é originária (embora tenha nascido em cativeiro, num zoo alemão). Passará o tempo de vida que lhe resta num ambiente protegido de um parque natural, talvez no Brasil. Se a decisão correcta for confirmada, será uma boa notícia para os que defendem que o direito a viver em paz transcende a humanidade.

 

Publicado na edição de hoje do i

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publicado às 19:30

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.14

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 Eva Green

 

... o Facebook oferece a possibilidade aos utilizadores de criarem um vídeo com as fotografias que foram publicando ao longo do ano no seu perfil. No fim, o resultado chega sob o título: "Foi um ano espectacular. Obrigado por fazeres parte dele". Percebi que no meu caso as fotografias eram quase todas antigas, o que curiosamente resume muito bem o meu ano, que, sim, foi espectacular. Só não se traduz em imagens, mas em muitas, muitas palavras.

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publicado às 09:16

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 26.12.14

Her (muito bom). The Hundred-Foot Journey (muito mau). 

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publicado às 19:11

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 25.12.14

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Ava Gardner

 

... durante este ano escrevi bastante sobre o Papa Francisco. Gosto dele por muitas razões, mas uma das principais está reflectida neste hábito que tem de telefonar às pessoas. Sou grande fã dos que pegam no telefone e ligam. Não querem escrever, não querem emailar: querem falar durante cinco minutos e pronto. As melhores pessoas que conheci na vida não hesitavam em pegar no telefone. É assim o Papa Francisco. Ontem ligou para refugiados iraquianos num campo a Norte do Iraque: "Estou, boa noite. É da guerra?".

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publicado às 09:34

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 24.12.14

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Norman Rockwell, Truth About Santa, 1956

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publicado às 11:08

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