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O Sapo perguntou que coisas melhoraram as nossas vidas...

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

... e eu respondi aquilo que melhorou a minha este ano.  

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publicado às 18:58

Agora em vídeo

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

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publicado às 18:48

Idiotice masculina

por Carla Hilário Quevedo, em 15.12.14

Loja de Porcelana CHQ 15-12-14

App PictureShow com filtro Quad sobre imagem de surfista na Nazaré

 

Os resultados de um estudo conduzido por investigadores britânicos sobre as diferenças entre homens e mulheres no que respeita à idiotice de comportamento foram publicados na semana passada no British Medical Journal. A investigação, que à partida diríamos ser uma perda de tempo e dinheiro – basta pensarmos na masculina roleta russa para percebermos que a diferença em idiotia é flagrante entre homens e mulheres – foi baseada na análise dos vencedores dos Prémios Darwin entre 1995 e 2014.

 

Para quem não está familiarizado com estes prémios, trata-se de uma invenção que começou no grupo online Usenet, que surgiu algum tempo antes do que conhecemos hoje por internet. Em 1985 apareceram os primeiros relatos de mortes estúpidas causadas pelas vítimas. Mais do que serem pouco credíveis, os relatos só puderam ser verificáveis mais tarde. Em 1993, Wendy Northcutt, estudante de biologia molecular na Universidade de Berkeley e neurobiologia em Stanford, que participava no grupo de discussão, foi convidada por uma editora a publicar uma colecção destas histórias de mortes estúpidas. O livro foi um best-seller. Northcutt é autora de seis livros e do site darwinawards.com.

 

Os Prémio Darwin são atribuídos aos que se excluíram da corrida evolutiva ou do pool genético por (má) decisão, causando a sua morte ou tornando-se infértil na sequência de actos estúpidos. Em 1998, o Prémio Darwin foi atribuído a Michael Gentner, de 23 anos, que engoliu um peixe vivo de 12 centímetros num desafio de colegas da mesma idade. Gentner morreu sufocado e os amigos, que se limitaram a dizer aos paramédicos que tinha comido peixe, foram declarados “completamente idiotas” pelo juiz. Em 2000, em Houston, um rapaz de 19 anos quis jogar à já mencionada roleta russa, mas com uma metralhadora. Foi o vencedor indiscutível do Prémio Darwin nesse ano, sem dúvida por ter sido capaz de acrescentar idiotice ao que já de si já era suficientemente idiota.

 

Voltando ao estudo recente que confirma que existem mais vencedores homens (282) dos Prémios Darwin do que mulheres (36), podemos apenas especular sobre os motivos que levam homens e mulheres a agir de modo tão diferente.

 

A bazófia não é uma característica apenas masculina, mas até há pouco tempo era cultivada em meios estritamente masculinos, competitivos na sua natureza. Fazer de tudo para mostrar que se é o melhor ou que se suporta um desafio tão irracional como atirar-se da ponte abaixo faz parte de uma maneira de viver bruta. É em contextos de testosterona em demasia que os idiotas morrem.

 

Pelo nosso lado – sim, porque há dois lados – alguém um dia disse que se o mundo fosse das mulheres ainda hoje não teríamos descoberto a roda. Simpatizo com a ideia de resistência à mudança, na sua forma reaccionária, associada ao sexo feminino. Mas isto só acontece porque as mulheres têm uma capacidade invulgar de previsão das consequências da novidade. Da invenção da roda, passaríamos num instante à invenção do carro, onde ele poderia meter as malinhas e ir embora. Está, como é evidente, fora de questão.

 

Publicado na edição de hoje do i.

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publicado às 18:28