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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 27.02.15

af4f7850-807d-42ff-a48c-f212bb5346ec-2060x1236.jpgRené Magritte, Les compagnons de la peur, 1942

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publicado às 19:43

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 27.02.15

Frank (muito bom e não deve ter sido bem aceite por músicos e produtores). Child of God (há tempo que não via um filme tão mau). 

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publicado às 19:30

Antes e depois

por Carla Hilário Quevedo, em 27.02.15

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 Before And After Photos of Cats Growing Up, no meu querido Bored Panda

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publicado às 19:28

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 24.02.15

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 Aquiles e Ájax podem estar a jogar gamão neste vaso de Exéquias, ca. 540-530 a.C. Ver Apotheon via Hyperallergic

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publicado às 23:51

Deixai em paz

por Carla Hilário Quevedo, em 24.02.15

Por falar em operações plásticas, li um artigo sincero no The Daily Beast que pode não agradar aos que ficam aflitos sempre que aparece alguém com mudanças estéticas. Grace Gold exorta os que são demasiado atentos aos outros a não falarem tanto de operações plásticas. A razão é simples e de fácil compreensão: lá por não esticarmos o pescoço nem eliminarmos a gordura a mais na barriga, isso não significa que os outros não o queiram fazer. Cada um sabe de si. Depois de atacar os que andam a reparar muito no próximo, Grace Gold pede que se evite falar sobre operações plásticas sempre que aparece alguém operado à nossa frente. Sugiro que o gelo seja quebrado pela pessoa que fez a cirurgia: 'Lembras-te do meu pescoço de peru? Pois já não existe'. Ou então: 'Sabes que toda a minha vida saí ao pai, mas agora isso acabou!'. Se está a pensar fazer tratamentos estéticos, há um site chamado realself.com que pode ajudar a perceber qual é a melhor opção para si.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-5-15

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publicado às 23:41

Modelo real

por Carla Hilário Quevedo, em 24.02.15

Depois do frenesi com a operação plástica de Uma Thurman, que afinal era só uma questão de maquilhagem, a internet passou a falar com fervor sobre uma fotografia da ex-modelo Cindy Crawford, divulgada com intenções suspeitas e sem conhecimento da própria. A imagem mostra Crawford, de 47 anos, com a pele da barriga e das pernas demasiado envelhecida para a idade. Parece que estamos perante um Photoshop ao contrário. A reacção da maioria das pessoas foi, no entanto, positiva, como se fosse uma boa notícia que uma das mulheres mais marcantes da moda na década de 90 tivesse um aspecto de septuagenária. Para a vizinha, Crawford afinal é 'real', até um bocadinho parecida com ela, imagine-se o disparate. Não gosto dos elogios a uma fotografia que não a beneficia e que parece colocá-la no mesmo plano dos restantes mortais. Como se alguma vez quiséssemos ver a vizinha numa revista de moda. Lamento dizer, mas a tirania da realidade é insuportável.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-2-15

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publicado às 23:34

And the Oscar goes to...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.02.15

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... Rosamund 'Givenchy' Pike! Lindo de morrer! Logo seguida de Emma 'Elie Saab' StoneReese 'Tom Ford' Witherspoon e Luciana 'Jad Ghandor' Duvall. De resto, foi o borracho do Alejandro González Iñárritu, o medley cantado por Lady Gaga, a reacção de Meryl Streep ao discurso de Patricia Arquette e aquele momento em que o marido da Julianne Moore a acompanhou até à escada, bendito seja. 

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publicado às 19:53

O Óscar de Melhor Filme Estrangeiro...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.02.15

... não foi para Relatos Selvagens nem para Leviathan. Foi para Ida e bem. 

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publicado às 19:48

Partir para a violência

por Carla Hilário Quevedo, em 23.02.15

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App CameraBag com filtro Cinema

 

Tomar a atitude adequada à situação parece fácil mas não é. É, acima de tudo, algo que só podemos conhecer a posteriori. Reagirmos adequadamente às situações absurdas da vida é um desafio e não estou certa até que ponto estamos cá para isso. Para nos controlarmos, digo. Para não enlouquecermos de raiva face uma injustiça, para reprimirmos a nossa irracionalidade ao ponto de ficarmos paralisados nas nossas análises sobre o que está certo ou não fazer numa determinada situação ou em relação a uma certa pessoa. São “certas e determinadas” coisas que nos dizem ser errado fazer. Os nossos pais repetem isto ao longo da vida porque sabem que um dia seremos confrontados com a vontade de estrafegar um condutor que nos abalroou na estrada. Mas podemos escolher não dar uma estalada a quem se aproveitou da nossa boa vontade.  

 

Somos rápidos a condenar atitudes excessivas face à situação de injustiça do quotidiano. Ninguém no seu perfeito juízo arruína a sua festa de casamento só porque descobriu que o homem com quem acabou de casar foi infiel e convidou a amante para a boda. Mas por que razão nos é exigida uma racionalidade impossível para suportar o insuportável? Para não aborrecer os convidados? Por que não destruir tudo o que está à volta, atirar com a amante contra um espelho e assim mostrar todo o nosso descontentamento e toda a nossa desilusão? Será esta atitude pouco adequada à dor que nos foi infligida?

 

“Relatos selvagens” é um filme escrito e realizado pelo argentino Damián Szifrón, que nos conta seis histórias de injustiça, vingança e descontrolo dos protagonistas face a situações que não compreendem. Esta falta de ponderação e calma perante um desgosto de amor, o reboque do automóvel ou a presença inesperada de alguém que foi responsável pela desgraça da nossa família talvez seja, digamos, natural. É uma atitude que tomamos por defeito, mas que é logo sufocada com uma carga de “racionalidade” e “controlo”. Ninguém nos informa do prazer que dá agarrar num extintor e partir o vidro atrás do qual está um funcionário que se recusa a ouvir que não havia nenhum sinal de “proibido estacionar” naquele sítio de onde nos rebocaram o carro. Ninguém nos quer dizer que a vida na prisão pode ser melhor do que a vida cá fora e que o acto pelo qual fomos condenados até pode ter valido a pena. É esperado sermos civilizados, i.e., reprimirmos o prazer de perdermos a cabeça.

 

Nestas seis histórias divertidas sobre descontrolo, tomamos o partido de quem parte para a violência, percebemos as razões, torcemos para que tudo se resolva a favor de quem se passou da cabeça. Mesmo que o descontrolo seja absurdo, mesmo apesar do desfecho insano e imprevisível de uma luta absurda na estrada. A resposta à violência daquela possibilidade é o riso.

 

Até ao momento em que escrevo, ainda é cedo para saber se “Relatos selvagens” ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro para o qual está nomeado. Aposto que não ganha, porque é uma comédia e a Academia não liga a essas coisas. Além disso, Vladimir Putín não gostou nada de “Leviathan”.

 

Publicado na edição de hoje do i.

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publicado às 19:43

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 21.02.15

The Babadook (gostei imenso deste filme de terror feminino). 

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publicado às 10:37

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