Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ainda sobre más decisões

por Carla Hilário Quevedo, em 17.02.15

Don’t Blame Parents for Vaccine Resistance. Blame mothers.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:38

Vacina contra a estupidez

por Carla Hilário Quevedo, em 17.02.15

Há um movimento, ou talvez devesse dizer uma moda, em alguns países contra a vacinação das crianças. Como é evidente, só tem adeptos nos países desenvolvidos. As explicações que apresentam não estão comprovadas e duvido que alguma vez estejam. Dizem que as vacinas agravam o autismo nas crianças, que prejudicam a saúde e, em suma, que são perigosas. Não é preciso lembrar que graças às vacinas, doenças como a poliomielite e a difteria foram quase erradicadas de muitos países, entre os quais Portugal. O sarampo é hoje uma raridade. No entanto, nos Estados Unidos foram identificados surtos desta doença por causa do activismo dos irresponsáveis da anti-vacinação. Felizmente, esta moda não tem muitos adeptos em Portugal e assim não corremos o risco de ouvir gente a militar sobre os malefícios deste enorme triunfo dos investigadores em doenças infecciosas. Imagino, aliás, que os ratinhos também devem estar contentes: os avós não morreram em vão.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-2-15

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:35

A grande evasão

por Carla Hilário Quevedo, em 17.02.15

A notícia da semana foi a fuga de 28 presos de Nova Mutum, uma cadeia brasileira situada numa pequena cidade no Mato Grosso, no Brasil. A namorada de um dos prisioneiros e uma amiga foram ao estabelecimento prisional durante a noite e convidaram dois guardas para uma orgia íntima. As bebidas que estas mata-haris do mato levaram com elas tinham uma droga que ainda não foi identificada (aposto num tranquilizante do género do Rohypnol) e que os adormeceu profundamente. Como alguém disse na televisão: “Quem queria fugir, fugiu”. Até à hora em que escrevo, a polícia já tinha capturado oito dos fugitivos. Depois desta fuga, soube-se que a disciplina na Mutum era bastante liberal: os prisioneiros tinham telemóveis, organizavam churrascos e outras coisas. Quem pode condenar os guardas por acreditarem que também eles naquela noite teriam a sua festa? Fica para a história que sem túneis nem violência nem advogados também se pode escapar da prisão.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-2-15

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:32